Notícias


19/02/2014 - Metade das pessoas que têm glaucoma desconhecem o fato

Check-up regular depois dos 60 anos é melhor forma de prevenir a doença

Nos Estados Unidos, dados indicam que 2,7 milhões de pessoas com mais de 40 anos têm glaucoma, mas que pelo menos metade delas nem desconfiam disso. No Brasil, estima-se haver um milhão de portadores dessa doença que é a segunda maior causa de cegueira no mundo – perdendo apenas para a catarata. O glaucoma é uma doença crônica que causa dano ao nervo óptico, estrutura responsável pela formação das imagens que enxergamos. Se não tratado adequadamente, pode levar à cegueira irreversível. Daí a importância de visitar um oftalmologista regularmente e ter um diagnóstico precoce, podendo evitar desdobramentos que comprometem a qualidade de vida do paciente”, diz Janet Serle, oftalmologista do Mount Sinai Hospital, em Nova York.

A médica diz que o nervo óptico é como um fio de telefone que contém um milhão de fibras. Quando elas sofrem danos, a informação é impedida de percorrer adequadamente o trajeto entre o olho e o cérebro. Como esse dano costuma ser lento e progressivo, faz com que, aos poucos, a pessoa desenvolva alguns pontos cegos – que só são percebidos depois de um dano considerável. Quando todo nervo é destruído, ocorre a cegueira.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal Segs

07/02/2014 - SIMASP 2014

A SIMASP apresenta o programa para o painel "Olhos para a Cidadania 2014" do Instituto da Visão da UNIFESP, que neste ano terá como tema: "Usando a tecnologia no seu dia a dia"

Data: 15 de fevereiro de 2014 – 10h30 às 12h30
Local: Maksoud Plaza Hotel – Sala Rio de Janeiro
Alameda Campinas, 150 – Cerqueira Cesar – São Paulo/SP
Estação Trianon MASP do metrô

Acesse o site do evento

22/01/2014 - Controle de natalidade x maior risco de glaucoma

Usuárias de longo prazo de contraceptivos são duas vezes mais propensas a desenvolver glaucoma

Um trabalho - Association Between Oral Contraceptive Use and Glaucoma in the United States - apresentado durante o congresso anual da Academia Americana de Oftalmologia, em Nova Orleans, EUA, revelou que mulheres que tomaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais são duas vezes mais propensas a desenvolver glaucoma, uma das principais causas de cegueira mundial, que chega a afetar cerca de 60 milhões de pessoas no globo.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal Segs

10/01/2014 - Detecção precoce é a chave para retardar o progresso do glaucoma

SAN FRANCISCO , janeiro 9 de 2014 / PRNewswire / - Mais de 2,7 milhões de americanos com 40 anos ou mais são afetados por glaucoma , uma das principais causas de cegueira irreversível, mas apenas a metade dos afetados sabem que têm a doença [1]. Muitas vezes referida como o "ladrão furtivo da visão", glaucoma não tem visíveis sintomas em seus estágios iniciais, e perda de visão avança a uma taxa tão gradual que as pessoas afetadas pela doença são muitas vezes desconhecem-lo até que sua visão já foi comprometida. Durante o mês da consciência Glaucoma em janeiro, a Academia Americana de Oftalmologia recomenda ao público que a melhor defesa contra o desenvolvimento de cegueira relacionada com glaucoma é por ter, exames oftalmológicos completos de rotina.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal PR Newswire

02/12/2013 - Recesso ABRAG

A Abrag estará em recesso de 18/12/2013 a 08/01/2014.

Voltaremos às atividades normais em 09/01/2014.

29/11/2013 - Afinamento da retina e aumento da pressão arterial podem indicar Alzheimer

O mal é lento e silencioso. Até que os primeiros sinais apareçam, podem se passar duas a três décadas. Sem aviso aparente, o Alzheimer vai se alojando entre os neurônios para, então, tomar conta do cérebro. Enquanto não se encontra a cura ou o tratamento adequado para a doença, a medicina busca formas de identificá-la antes que as funções mentais sejam totalmente comprometidas. Apesar de não ser possível, ainda, retardar a degeneração, remédios conseguem manejar sintomas como a perda da memória e a agressividade.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Correio Braziliense

29/11/2013 - Estudo aponta possível relação entre glaucoma e uso de pílula anticoncepcional

Um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos afirma que mulheres que tomam anticoncepcionais orais por mais de três anos correm duas vezes mais risco de desenvolver glaucoma do que aquelas que não fazem uso da pílula. A doença é a segunda principal causa de cegueira no mundo, incurável e tratada com medicamentos.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal Veja

09/08/2013 - Um grande desafio: lutar contra o glaucoma

Você sabia que 1/3 dos brasileiros com mais de 16 anos de idade nunca foi ao oftalmologista? E que 54% da população no País não sabe responder adequadamente o que é o glaucoma? Esses números alarmantes motivaram a Sociedade Brasileira de Glaucoma a realizar uma campanha nacional de conscientização popular no combate à cegueira pelo glaucoma.

Para nós, oftalmologistas, o objetivo é esclarecer sobre a doença e alertar as pessoas para a principal causa de cegueira irreversível. Lutar contra o glaucoma é um grande desafio. A doença não tem cura, mas pode ser tratada para evitar a perda da visão, desde que seja descoberta antes de causar a cegueira. Pelos dados de 2010 do IBGE, considerando-se que 2% da população com mais de 40 anos de idade tem glaucoma, estimamos que em Goiás existam mais de 100 mil pessoas afetadas pela doença. O pior é que a maioria não sabe e só vai descobrir quando a perda visual já estiver significativamente avançada.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal DM

10/07/2013 - 10 de julho: dia da Saúde Ocular!

Hoje lembramos a importância nos cuidados com a saúde dos olhos. Visite regularmente o oftalmologista!

12/06/2013 - Cuidado com o Glaucoma

Sociedade Brasileira de Glaucoma realiza campanha de conscientização da doença

Mais da metade da população brasileira não sabe responder o que é a doença glaucoma. E um a cada três brasileiros com mais de 16 anos de idade nunca foi ao oftalmologista.

Por esse motivo a Sociedade Brasileira de Glaucoma realiza em todo o país uma campanha de conscientização popular do Combate à Cegueira pelo Glaucoma.

Essas ações têm o apoio da Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma (Abrag). De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma, o médico oftalmologista Francisco Lima, o objetivo é esclarecer sobre a doença e alertar as pessoas para a principal causa de cegueira do mundo.

“Lutar contra o glaucoma é um grande desafio. A doença não tem cura, mas pode ser tratada e evitar a perda da visão desde que seja descoberta o quanto antes. Para se ter uma ideia pelos dados de 2010 do IBGE, considerando-se que 2% da população tem glaucoma, estimamos que em Goiás existam mais de 120 mil pessoas afetadas pela doença.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal DM

28/05/2013 - Semana Nacional de Combate ao Glaucoma: destaques no Rádio e TV

Assista a cobertura feita por emissoras de Rádio e TV em todo o Brasil:

Band News FM
Rádio CBN
Jornal da Band
Programa Repórter Brasil - TV Brasil
Rádio Jovem Pam
Programa Repórter Brasil - TV Brasil
Jornal da Gazeta
Programa Mulheres – TV Gazeta
Programa Guia de Trânsito – TV Cultura
Programa Metrópole – Rádio Estadão
SPTV – Rede Globo
Programa Estadão no Ar – Rádio Estadão
Rádio Globo
Globo News
Rádio Tupi AM

24/05/2013 - Dia 26 de maio: Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

A ABRAG alerta para a importância da prevenção e tratamento do glaucoma, por isto, consulte sempre o oftalmologista e boa visão a todos!

17/05/2013 - Campanha de conscientização popular alerta sobre cegueira sem cura por glaucoma

Dupla de personagens “Olho e Colírio” interagem com a população da cidade de 20 a 24 de maio para alertar sobre cegueira sem cura pelo glaucoma.

Sala sensorial no vão livre do Masp tem objetivo de fazer população conhecer as limitações das pessoas que perderam a visão.

Você sabia que 1/3 dos brasileiros com mais de 16 anos de idade nunca foi ao oftalmologista? Preocupada com esse dado e suas consequências, a Sociedade Brasileira de Glaucoma promoverá várias atividades na cidade de São Paulo na Semana Nacional de Combate à Cegueira pelo Glaucoma (20 a 24 de maio). Uma dupla de atores caracterizados como “Olho e Colírio” percorrerá os principais pontos da metrópole fazendo esquetes divertidas e esclarecedoras para alertar as pessoas para a principal causa de cegueira sem cura do mundo. No dia 23, a dupla vai parar a principal avenida da cidade, a Paulista.

Entre 9h e 16h, quem passar pelo vão livre do MASP será convidado pela dupla de personagens “Olho e Colírio” a entrar em uma sala sensorial totalmente escura e a descobrir quais são alguns objetos expostos por meio do tato já que estará com os olhos vendados. Voluntários deficientes visuais da Fundação Dorina Nowill guiarão as pessoas nessa descoberta. Após, poderá tirar e levar para casa fotos com os personagens da campanha cujo slogan desse ano é “VEJA TODOS OS DIAS”. Todas as cenas clicadas na data serão expostas em um mural especial no site da iniciativa: www.cuidadocomoglacoma.com.br. “Lutar contra o glaucoma é um grande desafio. A doença não tem cura, mas pode ser tratada e evitar a perda da visão desde que seja descoberta o quanto antes.”, afirma Dr. Vital Paulino Costa, presidente da SBG e Chefe do Setor de Glaucoma da Unicamp.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal Segs

17/05/2013 - Lentes de contato: higiene adequada evita doenças

Aprenda passo a passo como cuidar das lentes de contato.

Clique aqui para ver o vídeo.

Fonte: Portal Minha Vida

07/05/2013 - 07 de maio: dia do oftalmologista e da saúde ocular!

Hoje queremos parabenizar a todos os oftalmologistas, e em especial, aos parceiros nas atividades da ABRAG!

Parabéns oftalmologistas!

12/04/2013 - Yoga com limites para quem tem glaucoma

Portadores de glaucoma devem informar que possuem a pressão intraocular alterada ou controlada por medicamentos aos professores e treinadores de academias de ginástica e escolas de Yoga. Dependendo da modalidade de exercícios escolhida, é preciso atenção especial ao montar uma série de exercícios.

Este conselho é repassado no consultório da especialista em glaucoma do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), a oftalmologista Luciana Malta de Alencar.

“É uma questão muito individual, mas há exercícios que podem aumentar a pressão intraocular, assim como outros baixam momentaneamente, retornando ao estágio anterior assim que o exercício termina”, diz a oftalmologista do HOB.

Sirsasana - Quando estamos diante de um paciente portador de glaucoma é fundamental que ele saiba, por exemplo, que se pretende praticar Yoga, não poderá fazer a posição sirsasana (invertida sobre a cabeça). De acordo com Luciana, apesar de ser uma das posições mais importantes da Yoga, devido aos benefícios que traz ao corpo, coloca em risco a visão do glaucomatoso. A sirsasana eleva a pressão intraocular durante sua execução e, "este momento pode fazer um nervo óptico já doente sofrer ainda mais, correndo o sério risco de piora e esta piora, no caso do glaucoma, é definitiva e irreversível", adverte.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal Segs

09/04/2013 - 07 de abril: Dia Mundial da Saúde

É com os olhos que você vê as melhores coisas da vida. Não estrague isso. Cuide da saúde dos seus olhos!

Lembre-se: a prevenção é sempre o melhor remédio.

04/04/2013 - Mulheres com glaucoma devem planejar a gravidez

Quem deseja ter filhos, é preciso se planejar antes para que tudo corra bem durante os meses de gestação. Mulheres portadoras de glaucoma devem fazer este planejamento para evitar as complicações causadas pela medicação de controle da pressão intraocular usada diariamente no tratamento.

"A situação de uma portadora de glaucoma que chega ao consultório oftalmológico grávida é complicada, porque vai precisar decidir rapidamente entre utilizar colírios que podem fazer mal ao bebê em formação, suspender os medicamentos e correr o risco de agravamento da saúde ocular da mãe ou realizar uma cirurgia para diminuir a pressão intraocular da gestante", alerta a médica do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Luciana Malta de Alencar, doutora pela USP.

Segundo a especialista em glaucoma do HOB, ao planejar a gravidez, a portadora de glaucoma deve procurar um oftalmologista e realizar testes de suspensão e substituição da medicação, identificar a gravidade da doença por meio de exames e optar pela melhor abordagem de tratamento.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal Bonde

05/03/2013 - Contágio de conjuntivite aumenta no verão; saiba se proteger

Olhos vermelhos, irritação e ardência. Estes são os sintomas mais comuns para quem está com conjuntivite. A inflamação, que ocorre na conjuntiva (membrana que envolve o globo ocular e a parte interna das pálpebras), é bastante frequente no verão.

"O verão é a época do ano em que as pessoas estão mais ao ar livre, em contato com outras, e mergulhando em praias e piscinas contaminadas, que são formas importantes de transmissão", explica o médico Marco Antonio Alves, chefe do setor de córnea do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, ressaltando que, para ser infectado, é necessário o contato com o vírus, seja pela secreção ou por pertences pessoais de quem já está infectado, tais como óculos, maquiagem e toalha.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: UOL

05/03/2013 - Nova técnica preserva visão no câncer de olho

O Hospital São Paulo, ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), está realizando um tratamento inédito para um tipo de câncer intraocular que não responde à quimioterapia, o melanoma de coroide.

Chamado de endorressecção, o método possibilita a retirada do tumor e promete preservar o olho e a visão.

No Brasil, a maioria desses casos é tratada retirando o tumor junto com o globo ocular (enucleação). No lugar, coloca-se uma prótese esférica (para dar volume) e outra estética que imita o olho.

Alguns hospitais, como A.C. Camargo e o Albert Einstein, oferecem a opção da braquiterapia com placas de rutênio ou de iodo (sementes radioativas). O método usa radiação para matar o tumor.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Folha de SP

05/03/2013 - Ambulatório de Oncologia Oftálmica do Hospital São Paulo/EPM oferece nova opção de tratamento dos tumores intraoculares

O Ambulatório de Oncologia Oftálmica do Hospital São Paulo/EPM, referência em ensino, pesquisa e assistência, oferece diversas opções de tratamento para todos os tipos de câncer do olho, mesmo os mais raros e graves. A novidade fica por conta do tratamento do melanoma de coroide por endorressecção, procedimento que preserva o olho e a visão do paciente.

O melanoma de coroide é um tipo de tumor intraocular, que atinge principalmente pessoas mais velhas, de pele clara, com incidência anual de quatro a cinco novos casos por milhão de habitantes. Como esse tipo de tumor não responde à quimioterapia, além das terapias tradicionais, como a enucleação ou braquiterapia – com placa de rutênio, de liberação gradual –, o tratamento mais recente é a endorressecção, técnica de vitrectomia, que possibilita a retirada da parte afetada sem prejuízo estético ou visual.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Blog SPDM

08/02/2013 - Cartilha sobre Uso Correto dos Medicamentos disponível para download

Sabe-se que a automedicação e o uso incorreto dos medicamentos é causa frequente de consequencias sérias para a saúde. Em geral, as pessoas têm dúvidas sobre detalhes como quantidade, horário, consumo junto a outros alimentos e efeitos colaterais e não procuram o profissional de saúde para esclarece-las. Além disso, muitas pessoas mantém um “estoque caseiro” e não observam o prazo de validade e as condições da embalagem.

Clique aqui para ler mais.

Fonte: Portal da Inovação na Gestão do SUS

08/02/2013 - Comprimido achado na Itália de 2 mil anos tratava infecções nos olhos

Antigos navios naufragados podem esconder valiosos tesouros. É o caso do Pozzino, barco afundado há mais de 2 mil anos na costa italiana. O que cientistas encontraram na embarcação, contudo, poderia decepcionar aqueles em busca de moedas, joias ou objetos de ouro. O conteúdo de um pequeno pote recuperado pelos pesquisadores da Superintendência de Patrimônio Arqueológico da Toscana é uma maravilha de outro tipo: seis comprimidos que se revelaram um remédio utilizado pelos romanos antigos, provavelmente para tratar infecções nos olhos.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Correio Braziliense

22/01/2013 - Hipermetropia afeta visão de 65 milhões de brasileiros, aponta conselho

Calcula-se que 65 milhões de brasileiros têm hipermetropia e 350 mil ficam cegos por catarata, segundo dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). A hipermetropia "ocorre quando o olho é menor do que o normal. Isso cria uma condição de dificuldade para que o cristalino focalize na retina os objetos colocados próximos ao olho. A maioria das crianças são hipermétropes de grau moderado, condição esta que diminui com a idade. A hipermetropia pode ser corrigida através do uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia", informa o conselho.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Agência Brasil

21/01/2013 - Uma nova visão sobre o glaucoma

Além da pressão intraocular, outros fatores devem ser levados em conta na hora afastar a sombra de uma das doenças que mais causam cegueira no mundo.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Revista Sáude / Editora Abril

21/01/2013 - Comunicado Importante

Informamos que a ABRAG - Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma, não solicita doações para aquisição dos colírios utilizados no tratamento do glaucoma de seus associados ou tampouco autoriza a qualquer pessoa que a solicite em seu nome.

Aqueles que desejarem tornarem-se nossos colaboradores, devem entrar em contato direto conosco pelo e-mail abrag@abrag.org.br

A Diretoria

04/10/2013 - Pacientes com glaucoma não seguem as orientações dos oftalmologistas

Clique aqui para ler a matéria.

Fonte: Site Segs

19/09/2012 - Todos juntos contra o glaucoma!

Você sabia que o glaucoma é a segunda principal causa de cegueira no mundo? Se informe sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e muito mais.

Saiba mais clicando aqui.

19/09/2012 - Previna-se contra o glaucoma!

10/09/2012 - Britânica conta como perdeu visão em um dos olhos ao nadar de lente

A britânica Jennie Hurst, da cidade de Southampton, contraiu acanthamoeba keratitis, uma rara e dolorosa infecção causada por amebas encontrada na água.

A infecção causa hipersensibilidade à luz. A mulher de 28 anos disse ter ficado confinada a um quarto escuro por três meses.

Ela agora adverte para os perigos de se nadar ou tomar banho usando lentes de contato.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: O Estado de SP

10/09/2012 - Pesquisa revela que 36% nunca foram ao oftalmologista

Pesquisa inédita encomendada pela Sociedade Brasileira de Glaucoma mostra que 36% dos brasileiros adultos nunca foram ao oftalmologista. Outros 18% fizeram apenas uma consulta em toda a vida. Conduzido pelo Ibope, o trabalho foi feito com base numa mostra de 2.002 entrevistas em todo o País, em junho.

"Os resultados deixam clara a necessidade de se reforçar o acesso ao tratamento e principalmente à informação", avalia o presidente da SBG e professor da Universidade Estadual de Campinas Vital Paulino Costa.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: O Estado de SP

12/06/2012 - Entrevista sobre glaucoma com Dr. Alberto Betinjane

Dr. Drauzio Varella entrevista o médico oftalmologista, Dr. Alberto Betinjane que é chefe do setor de glaucoma congênito do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

A córnea é uma membrana fina e transparente que recobre a frente do globo ocular. Através da córnea, é possível ver a íris e a pupila, que se dilata no escuro e se fecha sob a ação da luz, como o diafragma de uma câmara fotográfica. Quando os raios luminosos provenientes do objeto alcançam a pupila, encontram uma lente, o cristalino, que os projeta contra a retina. A área entre a córnea e a íris chama-se câmara anterior do olho, e a área entre a íris e o cristalino, câmara posterior do olho. A câmara anterior contém um líquido, o humor aquoso, produzido na região do corpo ciliar que abrange íris, pupila, cristalino e músculos. Depois de preencher a câmara anterior, o humor aquoso escoa especialmente por um pequeno canal ou pelas veias ciliares.

A circulação do humor aquoso, que vai sendo produzido e eliminado, é importante para manter a pressão ideal dentro da câmara anterior. Se por algum motivo ocorrer uma obstrução e o líquido ficar represado, a pressão intraocular aumenta e pode prejudicar a visão, como acontece nos casos de glaucoma.

O QUE É GLAUCOMA
Drauzio – O que caracteriza essa doença chamada glaucoma?
Alberto Betinjane – Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Se não for tratado adequadamente, o glaucoma pode levar à cegueira.

Drauzio – Por que ocorre esse aumento de pressão dentro da câmara anterior do olho?
Alberto Betinjane – Não existe uma causa bem definida para explicar por que isso acontece. Basicamente, a área de drenagem do humor aquoso deixa de funcionar adequadamente e o líquido fica represado dentro do olho. Existem vários tipos de glaucoma. Para alguns deles, há como explicar o aumento da pressão intraocular; para outros, não. O glaucoma crônico simples ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos e incide nas pessoas acima de 40 anos, pode ser explicado por uma alteração anatômica e citológica que, com o passar dos anos, ocorre na região do ângulo da câmara anterior. Ela impede que o humor aquoso saia normalmente e isso aumenta a pressão intraocular.

Sintomas
Drauzio – Quais são os primeiros sintomas dessa doença?
Alberto Betinjane – Esse é um aspecto que merece ser colocado. No tipo mais comum, o glaucoma de ângulo aberto, não há sintomas. A visão é normal até que a doença tenha atingido uma fase muito avançada. A pessoa não percebe que a doença está progredindo. Algumas vezes, pode relatar que sente um pouco de dor de cabeça, mas nada além disso. Geralmente, o diagnóstico é feito num exame de rotina, quando ela vai ao oftalmologista para trocar os óculos, por exemplo. Glaucoma é uma doença traiçoeira, porque é assintomática no início. Só provoca baixa visual em fase mais avançada.

Drauzio – O olho que começa a lacrimejar pode ser sinal de glaucoma como muita gente acha?
Alberto Betinjane – Não tem nada a ver, porque as alterações do líquido interno não se manifestam externamente. Volto a repetir que a pessoa não sente absolutamente nada de diferente nos olhos e só vai ao médico quando acha que está enxergando mal. A falta de controle periódico pode resultar num diagnóstico tardio de glaucoma, quando pouco pode ser feito para evitar o agravamento progressivo da doença que pode levar à perda da visão.

Drauzio – Em que faixa de idade o glaucoma aparece com mais frequência?
Alberto Betinjane – De modo geral, ocorre com mais frequência a partir dos 40 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa de idade, dependendo da etiologia, isto é, da causa que provocou a pressão intraocular mais elevada.

HERANÇA FAMILIAR
Drauzio – Existe concentração maior dessa doença em algumas famílias?
Alberto Betinjane – O caráter hereditário é muito importante para o desenvolvimento do glaucoma, particularmente do glaucoma crônico. Pessoas que têm familiares com a doença correm maior risco do que aquelas que não têm e exigem cuidados especiais. Principalmente depois dos 40 anos, devem consultar o médico e fazer exames com regularidade, mesmo que enxerguem bem. Como já disse, o glaucoma não provoca sintomas no início e pode progredir lenta ou rapidamente. No entanto, a visão que for perdida, não será mais recuperada.

EVOLUÇÃO DO QUADRO
Drauzio – Qual é a evolução mais comum do glaucoma?
Alberto Betinjane – Quando a pessoa percebe a baixa visual, a lesão já é extremamente grave. De modo geral, a perda da visão é progressiva e lenta, mais periférica do que central, mas a pessoa continua enxergando e, se for fazer um teste para um concurso público ou para renovar a carteira de motorista, será aprovada normalmente. É preciso muita sensibilidade para perceber o comprometimento em determinada área do campo visual, quando a área central não está prejudicada.

Drauzio – No Brasil, existe uma estimativa a respeito do número de pessoas com glaucoma?
Alberto Betinjane – Infelizmente, não existe um estudo epidemiológico bem feito. O Brasil é muito grande e os estudos têm levado em conta apenas algumas regiões. Podemos estimar, porém, que em torno de novecentas mil, um milhão de pessoas sejam portadoras de glaucoma.

Drauzio – Existe uma distribuição geográfica predominante?
Alberto Betinjane – Não existe nada certo a esse respeito. Talvez porque, nas regiões mais distantes, as pessoas tenham dificuldade de acesso ao médico, a incidência do glaucoma pareça maior e a doença, mais grave. Em áreas em que é possível fazer exames preventivos de rotina, o glaucoma pode ser detectado precocemente e controlado antes de provocar lesões no nervo ótico e perda visual.

GLAUCOMA NA INFÂNCIA
Drauzio – Crianças podem ter glaucoma?
Alberto Betinjane – Crianças podem ter o chamado glaucoma congênito ou glaucoma infantil. O tipo mais comum é o glaucoma congênito primário que se instala logo após o nascimento, ou a criança já nasce com alterações no olho provocadas por hipertensão intraocular que ocorreu durante a gestação. As manifestações clínicas aparecem no decorrer do primeiro ano de vida e se caracterizam por globo ocular aumentado e alterações na transparência da córnea que fica branco-azulada, como se uma membrana estivesse cobrindo o olho. É bom que se diga que glaucoma congênito é uma doença rara. Nos centros de referência, o número de casos é grande porque para eles convergem grande parte das crianças com o problema.

Drauzio – Por que o olho da criança aumenta de tamanho?
Alberto Betinjane – O olho da criança reage à pressão alta de maneira um pouco diferente. Ele se distende mais e aumenta de tamanho. Muitas vezes, um olho grande e bonito pode ser sinal de glaucoma se instalando. Portanto, é preciso cuidado com os olhos da criança que são um pouquinho maiores do que o normal, porque isso pode estar relacionado à hipertensão ocular.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Drauzio – Feito o diagnóstico, qual a conduta indicada para esses pacientes?
Alberto Betinjane – Nem sempre podemos definir que a pessoa tem glaucoma numa consulta, porque a pressão alta intraocular pode estar relacionada com outros problemas de saúde. De modo geral, porém, no que se refere ao glaucoma, dois sinais merecem a atenção: pressão intraocular acima da média e alterações no nervo ótico perceptíveis no exame de fundo de olho. Definido o diagnóstico, a indicação primeira é o tratamento clínico à base de colírios. Existem algumas drogas por via oral que só são usadas em casos emergenciais. As doses iniciais de colírios costumam ser mais brandas para avaliar até que ponto a pessoa reage à sua aplicação. Às vezes, porém, associam-se duas ou três medicações diferentes para baixar a pressão a níveis que consideramos ideais para aquela pessoa em particular. É a chamada pressão-alvo, que varia de uma pessoa para outra. Nem sempre pressão mais baixa assegura que a doença não vá avançar.

Drauzio – Os colírios devem ser usados pela vida toda ou, depois de algum tempo, o tratamento pode ser interrompido?
Alberto Beitnjane – Alguns tipos de glaucoma estão associados a distúrbios que requerem tratamento específico. Cessada a causa, a pressão intraocular regride e o problema visual desaparece. A medicação é usada por prazo curto enquanto se resolve a outra situação que provocou o glaucoma. Já o glaucoma crônico, o tipo mais comum da doença, exige o uso de colírios pela vida toda, porque não tem cura. Pode ser controlado por meio de medicação, cirurgia ou raio laser, mas o paciente precisa ser mantido sob controle ininterruptamente.

ADESÃO AO TRATAMENTO
Drauzio – Problemas crônicos de saúde que exigem o uso diário de medicamentos por toda a vida são mal recebidos pelos pacientes. Por exemplo, diabetes e hipertensão arterial costumam dar problemas de aderência ao tratamento. A pessoa esquece de tomar os remédios ou acha que o problema desapareceu e suspende a medicação. Imagino que não seja muito diferente com os doentes com glaucoma que precisam usar colírios regularmente. Quais são os problemas práticos que vocês enfrentam?
Alberto Betinjane – Essa é uma questão importantíssima. Como o glaucoma não provoca sintomas, a pessoa pode não se dar conta da gravidade do problema. Além disso, a falta de aderência ao tratamento pode estar associada a outros fatores, principalmente a fatores econômicos, porque os remédios são muito caros e a maior parte da população brasileira tem baixo poder aquisitivo. Por outro lado, a ausência de sintomas faz com que o paciente se esqueça de pingar o colírio adequadamente. Em certas situações, é necessário pingar dois ou três colírios por dia, com intervalo de três a quatro horas entre as aplicações, o que dificulta a aderência. Infelizmente, com isso a doença avança e a pessoa só tem noção de sua gravidade quando a lesão está muito avançada.

Drauzio – Existem alguns mitos a respeito do glaucoma. Fala-se que não se deve levantar peso nem fazer força, pentear os cabelos e que o consumo de alguns alimentos é contraindicado. O que há de verdade nessas crenças populares?
Alberto Betinjane – Na verdade, o portador de glaucoma pode levar vida normal, sem deixar de lado coisas de que gosta com medo de estar agravando a doença. Não existem estudos para que se possa afirmar com segurança o que é bom ou ruim para esses pacientes. Sabe-se que a atividade física pode ajudar a diminuir a pressão intraocular. Alguns medicamentos indicados para outras doenças podem interferir na pressão interna dos olhos, se usados por período longo. É o caso da cortisona, por via oral ou sob a forma de colírio, que pode alterar a pressão intraocular.

Drauzio – Que outros fatores podem aumentar a pressão intraocular?
Alberto Betinjane – Fumo e álcool em excesso são sempre contraindicados. Na verdade, eles não agem diretamente sobre a pressão intraocular, mas podem atuar na circulação sanguínea. Como o glaucoma resulta de um balanço da pressão intraocular com a perfusão do sangue no fundo do olho, na cabeça do nervo ótico que é chamada de papila ótica, a circulação deficiente nessa região pode causar dano visual.

Drauzio – Além da cortisona e seus derivados, existem outros medicamentos que podem agravar quadros pré-existentes de glaucoma?
Alberto Bertinjane – No caso do glaucoma crônico, também chamado de glaucoma simples ou glaucoma do ângulo aberto, a maioria dos medicamentos tem pouca influência. No caso do glaucoma do ângulo estreito, que é o ângulo da câmara anterior, a dilatação da pupila estreita mais ainda esse ângulo e a drenagem do humor aquoso fica difícil. Medicamentos que agem no sistema nervoso autônomo podem fazer com que a pupila se dilate comprometendo o escoamento do humor aquoso. Por exemplo: de modo geral, os antiespasmódicos contêm uma substância que pode causar pequena dilatação da pupila e, dependendo da anatomia do olho, elevar sua pressão interna por retenção do humor aquoso.

CONTROLE PERIÓDICO
Drauzio – Há como evitar a instalação do glaucoma?
Alberto Betinjanne – Não há o que se possa fazer para evitar o glaucoma, mas podemos evitar que ele se instale de maneira agressiva, fazendo exames periódicos com um médico oftalmologista.

Drauzio – Com que frequência devem ser feitos esses controles?
Alberto Betinjane – Nas pessoas acima de 40 anos, pelo menos uma vez por ano. Se tiverem algum fator de risco importante, como a história familiar da doença, o controle precisa ser mais frequente.

Drauzio – Isso quer dizer que, a partir dos 40 anos, a pessoa deve fazer uma consulta anual ao oftalmologista mesmo que esteja enxergando bem?
Alberto Betinjane – Essa é a conduta ideal, porque a pressão intraocular pode descontrolar de uma hora para a outra. Se o médico detectar a doença numa fase inicial, pode interferir para evitar complicações graves no futuro.

PROGNÓSTICO
Drauzio – Qual o prognóstico do glaucoma?
Alberto Betinjane – De modo geral, o prognóstico é bom para a maioria das pessoas, mas está relacionado com uma série de fatores, entre eles, o controle evolutivo da doença que tem de ser muito bem feito. Quem tem glaucoma não pode pensar que o fato de estar usando a medicação garante proteção contra um agravamento da doença. Às vezes, com o passar do tempo, determinado medicamento perde a eficácia e é preciso trocá-lo por outro ou associar dois ou três. Se a resposta não for satisfatória, temos a possibilidade de mudar o enfoque e recorrer ao raio laser e, em último caso, à cirurgia.

Drauzio – Por que em último caso à cirurgia?
Alberto Betinjane – Porque a cirurgia implica sempre algum risco, tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório tardio e, muitas vezes, não traz os resultados esperados. Por isso, evitamos o procedimento cirúrgico desde que a doença seja controlada por meios clínicos e não cause prejuízo para a qualidade de vida do paciente.

Drauzio – Quer dizer que é possível ter glaucoma e manter a visão normal por anos, desde que o indivíduo faça o tratamento adequado e visite periodicamente o oftalmologista. Você acha que os médicos estão preparados para fazer o diagnóstico nas fases iniciais da doença?
Alberto Betinjane – A maioria dos oftalmologistas tem condições de detectar a doença e evitar que o quadro se agrave. Infelizmente, há situações que impedem o maior envolvimento do médico com determinado paciente e, às vezes, ele deixa de pesquisar a fundo um sinal indicativo de lesão que avançará um pouco e só será detectada mais tarde. De modo geral, porém, isso não acontece.

Fonte: Drauzio Varella

29/05/2012 - Semana de Combate à Cegueira pelo Glaucoma é notícia!

A Semana de Combate à Cegueira pelo Glaucoma, este ano realizada de 21 a 26 de maio, em São Paulo, contou com os personagens "Olho" e "Colírio" para conscientizar a população nos cuidados com olhos.

O evento é notícia em vários meios de comunicação digital. Confira algumas matérias:

inteligemcia
AFAM
Maxpress
Blog Guilherme Derrico
Metrô News
Rádio Capital
Portal Comunique-se
UOL
Paran@shop
R7

08/05/2012 - Mara Gabrilli é a nova apoiadora da ABRAG

Mara Gabrilli, 44 anos, deputada federal, publicitária e psicóloga, é a mais nova apoiadora da ABRAG. A deputada, que se destaca pela luta de melhoria da qualidade de vida para deficientes, já foi a vereadora mais votada do Brasil em 2008, com quase 80 mil votos.

Entre suas principais ações quando ainda estava na Câmara Municipal de São Paulo, destacam-se:

- A criação da "Central de Intérpretes de Libras e Guias-Intérpretes para Surdocegos" (Lei 14.441/2007);

- A que torna Lei o Programa Municipal de Reabilitação da Pessoa com Deficiência Física e Auditiva, determinando a implantação de novos serviços de reabilitação nas 31 subprefeituras da capital (Lei 14.671/2008);

- O Plano Emergencial de Calçadas (PEC), que permite que a Prefeitura reforme e revitalize as calçadas em vias estratégicas onde estão localizados os diversos equipamentos públicos e privados essenciais à população – correios, escolas, hospitais, etc. (Lei 14.675/2008)-;

- A criação do Programa Censo Inclusão, que prevê um levantamento detalhado com perfil sócioeconômico dos cerca de 1,5 milhão de pessoas com deficiência na capital paulistana (Lei 15.096/2010).

Além da política, ela também é fundadora do Instituto Mara Gabrilli, que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal, fomenta pesquisas científicas e projetos culturais.

A ABRAG reconhece o valor do trabalho da deputada na luta pelos direitos dos deficientes e dá boas vindas a uma apoiadora tão importante.

08/05/2012 - 26 de maio - o Dia Nacional de Combate à Cegueira pelo Glaucoma

Para celebrar o Dia Nacional de Combate à Cegueira pelo Glaucoma, realizaremos um palestra interativa no dia 24 de maio, às 12h00.

A palestra será proferida pelo Dr. Vital Paulino da Costa e acontecerá no auditório pequeno do MASP (Av. Paulista, 1578, São Paulo-SP). A entrada é gratuita.

07/05/2012 - O glaucoma é uma das principais causas de cegueira; previna-se

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira. Pode-se padecer da doença durante anos sem notar sintoma algum. O problema fundamental do glaucoma é sua falta de sintomas.

O glaucoma se deve a uma falta de regulação da pressão intra-ocular. O aumento da pressão vai danificando o nervo ótico. Devido a isso, se perde a visão periférica do olho de maneira paulatina. No entanto, a visão central pode ser conservada durante muito tempo, por isso a doença passa despercebida para o afetado.

De fato, o problema fundamental do glaucoma é sua falta de sintomas. "Quando a elevação da pressão intra-ocular não é muito acusada, podem passar mais de dez anos. Mas, às vezes, é possível que transcorram até 18 anos antes de o paciente notar que algo vai mal e decidir ir ao médico", explica Julián García Sánchez, catedrático de Oftalmologia da Universidade Complutense de Madri e acadêmico da Real Academia Nacional de Medicina da Espanha. A população, em geral, tem cerca de 2% de probabilidade de padecer de glaucoma, aponta o especialista. No entanto, as pessoas cujo pai, mãe ou irmãos tenham glaucoma "multiplicam por cinco esse risco", assinala.

A herança genética é um fator destacado no caso do glaucoma, mas existem outros grupos de risco. Um deles é o das pessoas de idade avançada. "Antes dos 50 anos, a probabilidade de padecer de glaucoma não chega a 0,5%. No entanto, superados os 70, sem antecedentes de nenhuma classe, aumenta até superar 5%", aponta o médico.

O risco de glaucoma também é elevado entre os míopes. No entanto, García precisa que este grupo não preocupa tanto os especialistas, já que se trata de pacientes "que costumam submeter-se a revisões periódicas, pelo que é mais fácil descobrir a doença". Além disso, o glaucoma aparece com frequência entre diabéticos e cardiopatas. Com todas estas pessoas se deve "extremar a vigilância", adverte o oftalmologista. Tratamentos para o glaucoma

Se a doença for diagnostica em uma fase precoce, "os tratamentos com colírios costumam ser muito eficazes. Controlam a maior parte dos casos, o que quer dizer que o glaucoma não continua progredindo. No entanto, não se pode recuperar a visão já perdida", esclarece o médico.

Quando o paciente não responde ao tratamento com colírio, se pode recorrer ao laser ou à cirurgia. O tratamento com laser oferece melhores resultados em idosos, enquanto a intervenção cirúrgica é indicada para pacientes jovens.

"O problema de todas as operações contra o glaucoma é a cicatrização. Quanto pior é a cicatrização, melhor é o resultado", ressalta o oftalmologista. Em pacientes jovens, o efeito do laser enfrenta resistência muito rapidamente. Deste modo, "o laser, abaixo dos 50 anos, praticamente não serve para nada", acrescenta. O êxito dos tratamentos depende em grande medida da detecção precoce. Os especialistas da Clínica Universidade de Navarra ressaltam que o aumento da pressão ocular só pode ser diagnosticado se medido por um oftalmologista.

Atendendo às recomendações da Organização Mundial da Saúde, García afirma que as pessoas com antecedentes familiares ou outros fatores de risco devem controlar a pressão intra-ocular pelo menos uma vez ao ano. Além disso, aconselha as pessoas sem nenhum tipo de antecedente que, a partir dos 50 anos, vigiem a pressão intra-ocular anualmente.

O glaucoma avança de maneira sigilosa. Há pessoas que não visitam nunca o oftalmologista porque aparentemente têm boa visão. Mas no dia em que, enfim, decidem marcar uma consulta, podem descobrir que já é tarde demais para prevenir a cegueira, aponta o especialista.

Fonte: Portal Terra

19/04/2012 - Uva protege a visão

A fruta é capaz de afastar os riscos relacionados aos olhos.

Escondida nas folhas verdes, a luteína é conhecida como grande aliada da retina. Mas, segundo cientistas da Universidade Fordham, nos Estados Unidos, os antioxidantes da uva são mais eficientes. Eles dividiram um bando de roedores em três grupos. Um recebeu uma dieta cheia da fruta; outro, rica em luteína, e o terceiro serviu de controle. A uva afastou o risco de degeneração macular relacionada à idade, uma das principais causas de cegueira no mundo.

O ideal, ao que tudo indica, é consumir a fruta diariamente. "Ainda não sabemos se o suco proporciona o mesmo efeito, já que alguns nutrientes podem se perder durante o preparo", avisa Silvia Finnemann, autora do trabalho.

Fonte: Saúde é Vital, Editora Abril

17/04/2012 - Nova diretoria da Abrag toma posse em 1o de maio

Confira os membros da nova diretoria, que toma posse dia 1 de maio:

Presidente – Alcione Aparecida Messa

Secretário – Carlos Akira Omi

Tesoureiro – Ivan Maynart Tavares

Conselho Fiscal – Paulo Augusto de Arruda Mello - Wilma Lelis Barboza - Emílio Rintaro Suzuki Jr.

Conselho fiscal / suplentes – Suel Abujamra - Christiane Rolim de Moura - José Paulo Cabral

17/04/2012 - Campanha do Glaucoma 2012

Clique nas imagens para ampliar.



17/04/2012 - Exercite-se e deixe a visão em forma

A ciência começa a enxergar a atividade física como aliada dos olhos. E razões não faltam — da prevenção de doenças à melhora da habilidade de captar o que nos cerca por Theo Ruprecht

É a percepção de formas e cores dos objetos que possibilita aos corredores traçarem suas rotas e desviarem de buracos. Essa capacidade ainda propicia aos jogadores de vôlei, basquete e companhia saber onde estão seus parceiros e adversários. A visão é, enfim, um sentido altamente valorizado em qualquer forma de exercício. A notícia positiva é que os globos oculares não apenas contribuem para a prática esportiva como também são beneficiados por ela. "Manter-se ativo ao longo da vida aparentemente protege contra fatores de risco para o glaucoma", afirma a fisiologista Jennifer Yip, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

A cientista acompanhou 5 650 voluntários por 17 anos e verificou que o grupo dos que malhavam apresentava uma menor pressão intraocular. "Quando essa medida está descontrolada, cresce a probabilidade de o nervo óptico ser comprimido, o que propicia o surgimento de cegueira", relata Marinho Scarpi, oftalmologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uma teoria sugere que a atividade física resultaria em uma drenagem eficiente do humor aquoso, líquido que preenche e nutre parte do globo ocular. Se ele não é escoado direito e se acumula, faz pressão no globo, como se ele estivesse cheio demais. No seu estudo, Jennifer ainda observou que o abastecimento de sangue nos olhos de quem foge do sedentarismo é mais eficaz. E isso deixa o olho, digamos, resiliente ao glaucoma.

O grande medo dos oftalmologistas atendia pelo nome de musculação. Afinal, especulava-se que ela alavancaria a pressão intraocular. Contudo, o educador físico Marcelo Conte, da Escola Superior de Educação Física de Jundiaí, no interior paulista, analisou a fundo essa história. Após monitorar um grupo de malhadores, ele chegou à conclusão de que, na verdade, a incidência do problema até diminui com os exercícios de resistência. "Eles podem ser até benéficos. Tudo depende da maneira como são realizados", reflete Conte.

Apesar de ainda haver controvérsia no assunto, o trabalho brasileiro indica que o melhor caminho é, em vez de levantar poucas vezes um peso quase insuportável, investir em mais repetições com uma carga leve ou média. "Se a exigência é enorme em cada movimento, a tendência é que seguremos o ar. E isso, sim, tende a elevar a pressão intraocular", avisa Conte. Outros perigos em potencial dentro da academia são os chamados exercícios isométricos — aqueles em que permanecemos imóveis sustentando um objeto — e o uso indiscriminado de esteroides e anabolizantes.

O que surpreende muita gente é a preocupação dos especialistas com a ioga. E tudo por causa de uma ou outra posição que coloca o corpo de ponta-cabeça. "Já existem estudos comprovando um grande aumento da pressão intraocular e a consequente piora de quadros de glaucoma em praticantes que realizam essas posturas específicas", informa Tiago Prata, oftalmologista do Hospital Medicina dos Olhos, em São Paulo, e da Unifesp.

Muito além do glaucoma
Os contornos e os pigmentos do mundo são ameaçados não apenas por essa doença como também pela catarata e pela degeneração macular, para citar outros dois males. Ainda bem que ambos, pelo que revelam descobertas recentes, são prevenidos com caminhadas, pedaladas... e por aí vai. "Acredita-se que a melhora sistêmica do organismo como um todo contribua para esses resultados", aponta Marcelo Conte.

Agora, será que os esportes teriam o poder de incrementar a visão em si? A hipótese é discutível, mas, por incrível que pareça, aparentemente, sim. Não, não é que nosso equipamento natural fique mais potente. Na realidade, é como se aprendêssemos a utilizá-lo melhor — a isso se dá o título de atenção visual. Modalidades que exigem reflexos rápidos, a exemplo da esgrima, do tênis ou até mesmo do futebol, podem fazer com que o cérebro processe com velocidade extra e maior eficácia os estímulos vindos dos olhos. "Assim, informações que seriam perdidas, como uma pequena pedra no caminho que culminaria em um tropeção, passariam a ser notadas sem muita dificuldade", hipotetiza Ronald Ranvaud, físico do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. "A lógica faz sentido. Porém, como muitos assuntos nessa área, falta comprovação científica", ressalta. Por via das dúvidas, não custa visualizar o calendário de 2012 com tempo de sobra para os exercícios físicos.

O esporte em prol do olhar

Cuidados
Saiba que medidas tomar para resguardar os olhos durante os exercícios

Óculos especiais
A bola de squash, por exemplo, pode machucar os globos oculares pra valer. Use protetores e, no sol, lentes escuras e com filtro.

Lutas
Certifique-se de que você e o seu oponente estão equipados com luvas e, dentro do possível, maneirem na força dos golpes.

Protetor solar
Eles são fundamentais para a pele. Só não aplique demais na testa. O excesso pode escorrer e fazer os olhos arderem.

Aeróbicos
Eles aperfeiçoariam a drenagem do humor aquoso. Modalidades que demandam reflexo ainda melhoram o processamento dos estímulos dos olhos.

Musculação
Praticada moderadamente, ela não oferece riscos e até auxilia no controle da pressão intraocular, fator de risco para o temido glaucoma.

Atividade física para todos
Pesquisadores do Hospital Maisonneuve-Rosemont, no Canadá, comprovam: quanto mais problemas com a visão, mais raras são as saídas de casa para se dedicar à prática esportiva. "Ora, esse sentido é muito empregado para se deslocar em um espaço", sintetiza Marinho Scarpi. Felizmente, mesmo quem padece com alguma deficiência consegue, hoje em dia, suar a camisa. "Só é necessário buscar orientação especializada, fazer certas adaptações e ser acompanhado sempre", completa Scarpi.

Fonte: Revista Saúde é Vital

30/03/2012 - Mitos sobre o glaucoma

O estudo do Glaucoma tem percorrido longo caminho, seu desenvolvimento vem ocorrendo em todos os cantos do mundo e nunca houve tanta disponibilidade de recursos, tanto intercâmbio científico e criatividade como nesses últimos anos.

Hoje, o estudo do Glaucoma é uma ciência universal. Os congressos que se proliferam em vários locais do mundo permitem que colegas com diferentes origens e percepções sobre a doença partilhem entre si suas experiências, seus conhecimentos e criatividade em benefício de todos nós e principalmente de nossos pacientes. Contudo, ainda existemmitos arraigados na população que dificultam o diagnóstico e tratamento da doença, perpetuando a sua colocação como a doença que mais cega de forma irreversível no mundo.

Os mitos mais comuns sobre glaucoma

Mito 1: todos os pacientes com glaucoma têm pressão ocular elevada
Acreditava-se que presses oculares acima de 21 mmHg era glaucoma, e abaixo era normal. Na realidade, há pessoas com pressão abaixo de 21 com glaucoma (glaucoma de pressão normal) e outras com pressão acima sem glaucoma (hipertensosoculares).

O que define a presence ounão do glaucoma é o aspecto do nervo óptico. Portanto, pergunte sempre ao seu oftalmologista qual a pressão do seu olho, e como está seu nervo óptico.

Mito 2: Eu enxergo muito bem e, portanto, não tenho glaucoma
A maioria das formas de glaucoma não apresenta sintomas, a não ser nos estágios muito avançados da doença. Uma vez perdida a visão, esta é irreversível. Os defeitos de visão de um olho são compensados pelo outro olho e vice-versa, mascarando esta perda. Também mesmo quando o defeito é avançado, o cérebro complementa a imagem faltante com imagens adjacentes, tornando imperceptível para o indivíduo esta perda.

Mito 3: Você pode testar sua visão periférica para saber se tem glaucoma ou não
As formas mais comuns de glaucoma tiram a visão periférica. Muitos pacientes pensam que podem avaliar esta perda tampando um olho e testando a seu campo de visão. Esta colocação feita pelo paciente é frequente nos consultórios médicos. Na realidade, o campo que se perde inicialmente não é o temporal (lado das têmporas; direito no olho direito e esquerdo no do olho esquerdo), e sim o nasal (do lado do nariz e que na maioria das vezes é ocultada pelo proprio nariz do individuo; lado esquerdo do olho direito e lado direito do olho esquerdo. Baseado neste teste feito de forma errada, o paciente se acha em perfeitas condições. Na realidade é impossivel se testar a visão periférica, principalmente do lado nasal sem equipamento e técnica apropriada em consultório médico.

Mito 4: Estilo de vida não influencia o glaucoma
Exercícios aeróbicos como natação, correr ou andar rápido pelo menos 30 minutos 3 vezes por semana podem reduzir a pressão ocular em até 20% . Pacientes com glaiucoma devem evitar a posição de cabeça para baixo como ocorre em certos exercícios de Yoga que podem aumentar a pressão ocular em aproximadamente 200% (duas vezes a pressão do olho). Tambem o fumo pode aumentar a pressão ocular. Embora a marijuana abaixe a pressão ocular, seu efeito é muito passageiro, e a redução da pressão insuficiente.

Mito 5: Os exames para glaucoma são cansativos
Nem todos, o que os pacientes mais reclamam é do campo visual

Existem três exames básicos e suas variantes para glaucoma

1. Exame oftalmoscópico no qual o médico examina o fundo de olho com especial atenção ao nervo óptico. Muitas vezes este exame é acompanhado de fotografia estereoscópica do nervo ou exames de imagem computadorizados para documentar e melhor avaliar o nervo óptico. Somente através da documentação do nervo óptico através destes exames complementares o médico é capaz de detectar alterações estruturais do mesmo, ou seja, detectar a progressão da doença.

2. Medida da pressão ocular que, devido à sua flutuação e picos deve ser avaliada através da prova de sobrecarga hídrica, ou mini curva ou curva tensional diária de 24-horas. Pode também ser avaliada através de medidas em diferentes horários e em dias diferentes.

3. Teste de Campo visual (perimetria), que é o teste que os pacientes menos apreciam, consiste na projeção de luz de intensidades variáveis para detectar a perda da visão periférica e quando presente também a central.

Mito 6: A pressão ocular medida uma vez no consultório é suficiente
Na realidade, a pressão ocular pode variar mais que 10 mmHg em24-horas, daí a necessidade se fazer várias medidas de pressão e, ou, realizar o teste de sobrecarga hídrica para detectar-se o pico pressórico considerado um dos fatores mais importantes na progressão da moléstia. Estas medidas estão indicadas em suspeitos de glaucoma e portadores da doença, e não precisam ser feitas de forma rotineira em indivíduos considerados normais após avaliação cuidadosa do nervo óptico.

Mito 7: A minha pressão ocular está normal com o tratamento
Este é um mito perigoso. O termo pressão normal refere-se a um valor estatístico encontrado na população, e nãoa o controle da doença. Assim, um paciente com “pressãonormal” pode evoluir para a cegueira. Não existe um número mágico de pressão para todos os pacientes. Há pacientes que necessitam de pressões de 10 mmHg e outros que podem ter pressões mais elevadas que esta sem prejuizo em sua função visual. Este é o conceito de pressão alvo. Ela é determinada individualmente pelos oftalmologista baseado em uma série de fatores como a idade, expectative de vida, grau de lesão glaucomatosa, velocidade de progressão da doença, entre outros.

Mito 8: O glaucoma sempreleva a cegueira
Totalmente errado. De acordo com The Glaucoma Foundation, no mínimo 90% dos casos de glaucoma não levariam a cegueira se diagnosticados e tratados de forma apropriada. Infelizmente, menos de 50% das pessoas com glaucoma são diagnosticadas. Em muitas ocasiões, e por diferentes razões, o tratamento não é eficiente. Assim, uma vez diagnosticado em tempo hábil, e o tratamento monitorado através de campos visuais, exame do nervo óptico e uma boa amostragem da pressão ocular, a cegueira na grande maioria de pessoas, se não em quase todas, seria evitada.

Mito 9: Existem poucas opções no tratamento do glaucoma
Existem numerosos tratamentos em glaucoma disponíveis. Houve um grande avanço no tratamento médico com drogas muito potentes ou combinações de drogas em reduzir a pressão e controlar seus picos. A utilisação do laser, numerosos tipos de cirurgias com técnicas modernas aumentaram o sucesso cirúrgico e diminuiram em muito as complicações.

O glaucoma continua sendo a maior causa de cegueira irreversivel no mundo, e tem uma reputação sinistra, pois atinge, na maioria das vezes, os dois olhos do indivíduo, não origina sintomas (só nas fases avançadas da doença) é frequente em parentes diretos de portadores da doença. comprometendovariosfamiliares. Com auuxilio de instituiçõescomo a ABRAG, do maior conhecimento da população sobre a doença e com os grandes avanços no diagnóstico e tratamento que dispomos atualmente, acredito que a reputação sinistra desta doença está com seus dias contados.

Fonte: Jornal do Brasil

14/03/2012 - Colírios sem prescrição podem piorar doenças

Os brasileiros não vêm colírios como remédios pois todas as fórmulas lubrificam, dando um conforto momentâneo

A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta o Brasil como o quinto maior consumidor de medicamentos do mundo e quando o assunto é a saúde dos olhos a situação não é diferente.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, no verão quatro em cada dez pacientes chegam à consulta usando colírio indicado por um amigo ou com base em uma prescrição anterior, mesmo que tenha sido feita para outra pessoa da família.

No restante do ano estudos realizados pelo médico mostram que o índice fica em três para cada dez pacientes. “O brasileiro não vê colírio como remédio porque todas as fórmulas lubrificam. Mesmo que causem ardência ao entrar em contato com o olho, acabam melhorando o conforto visual momentaneamente”, afirma.

O problema, comenta, é que o alívio é muito rápido e as pessoas acabam exagerando no número de aplicações. Resultado – quanto mais pingam o colírio maior é o desconforto decorrente da concentração e toxidade dos conservantes.

O uso indiscriminado e contínuo pode causar graves problemas na visão. Os principais são: catarata e glaucoma (quando a fórmula contém corticoide), ou somente catarata quando é usado um vasoconstritor, indicado para deixar o olho branquinho.

Perigo do olho vermelho
Há perigo também de ocorrer o chamado “olho vermelho crônico”, uma resposta à toxidade dos conservantes que causam ressecamento da lágrima e alterações na superfície ocular: inflamação da córnea, aderência da pálpebra ao globo ocular ou espessamento da margem palpebral.

O médico afirma que os sintomas de toxicidade incluem sensação de areia nos olhos, ardência, sensibilidade à luz e visão turva. Quando uma irritação ocular melhora no início do tratamento e depois piora, é necessário interromper o medicamento, para verificar se o agravamento está associado ao colírio ou à evolução da doença.

Nas pessoas em que os sintomas persistem, significa que a doença progrediu. Neste caso, o oftalmologista diz que substitui o colírio por outro sem conservante ou com conservante virtual que desaparece ao entrar em contato com a superfície ocular, tornando o produto adequado para o uso prolongado.

Glaucoma
Queiroz destaca que entre portadores de glaucoma, o desconforto causado pelos conservantes dos colírios provoca 50% das interrupções de tratamento e pode levar à cegueira irreversível. Por isso, é uma doença que precisa de acompanhamento médico semestral ou anual, de acordo com a gravidade.

Ele explica que o glaucoma de ângulo aberto, tipo mais comum da doença, tem como principal fator de risco o aumento da pressão interna do olho que lentamente lesa o nervo ocular até a completa cegueira. Os colírios e procedimentos cirúrgicos não restauram a visão, mas são a única forma de interromper a evolução da doença.

Queiroz Neto ressalta que a maioria dos portadores de glaucoma tem olho seco. Por isso, independente do colírio utilizado, a dica é tomar cápsula de óleo de linhaça para melhorar a qualidade da lágrima e diminuir o desconforto causado pelos colírios.

Fonte: Band

14/03/2012 - Rio terá novo mutirão contra o glaucoma na quinta-feira

Atendimento será no Hospital dos Servidores do Estado, das 8h às 14h. No Brasil, 1,9 milhões de pessoas não sabem que tem a doença.

Oito médicos do Hospital dos Servidores atenderam 448 pessoas durante todo o domingo (11) em um mutirão na Rocinha. Ninguém precisou pagar pelas consultas e nem pelos exames. Esta é a semana do combate ao glaucoma.

No Brasil, 1,9 milhão de pessoas não sabem que tem a doença, segundo a Associação Brasileira dos Portadores de Glaucoma.

O próximo mutirão será na quinta-feira (15), no Hospital dos Servidores do Estado, na Rua Sacadura Cabral, 178, no Centro. Das 8h às 14h.

Fonte: G1

08/02/2012 - Exercite-se e deixe a visão em forma

A ciência começa a enxergar a atividade física como aliada dos olhos. E razões não faltam — da prevenção de doenças à melhora da habilidade de captar o que nos cerca

É a percepção de formas e cores dos objetos que possibilita aos corredores traçarem suas rotas e desviarem de buracos. Essa capacidade ainda propicia aos jogadores de vôlei, basquete e companhia saber onde estão seus parceiros e adversários. A visão é, enfim, um sentido altamente valorizado em qualquer forma de exercício. A notícia positiva é que os globos oculares não apenas contribuem para a prática esportiva como também são beneficiados por ela. "Manter-se ativo ao longo da vida aparentemente protege contra fatores de risco para o glaucoma", afirma a fisiologista Jennifer Yip, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

A cientista acompanhou 5 650 voluntários por 17 anos e verificou que o grupo dos que malhavam apresentava uma menor pressão intraocular. "Quando essa medida está descontrolada, cresce a probabilidade de o nervo óptico ser comprimido, o que propicia o surgimento de cegueira", relata Marinho Scarpi, oftalmologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uma teoria sugere que a atividade física resultaria em uma drenagem eficiente do humor aquoso, líquido que preenche e nutre parte do globo ocular. Se ele não é escoado direito e se acumula, faz pressão no globo, como se ele estivesse cheio demais. No seu estudo, Jennifer ainda observou que o abastecimento de sangue nos olhos de quem foge do sedentarismo é mais eficaz. E isso deixa o olho, digamos, resiliente ao glaucoma.

O grande medo dos oftalmologistas atendia pelo nome de musculação. Afinal, especulava-se que ela alavancaria a pressão intraocular. Contudo, o educador físico Marcelo Conte, da Escola Superior de Educação Física de Jundiaí, no interior paulista, analisou a fundo essa história. Após monitorar um grupo de malhadores, ele chegou à conclusão de que, na verdade, a incidência do problema até diminui com os exercícios de resistência. "Eles podem ser até benéficos. Tudo depende da maneira como são realizados", reflete Conte.

Apesar de ainda haver controvérsia no assunto, o trabalho brasileiro indica que o melhor caminho é, em vez de levantar poucas vezes um peso quase insuportável, investir em mais repetições com uma carga leve ou média. "Se a exigência é enorme em cada movimento, a tendência é que seguremos o ar. E isso, sim, tende a elevar a pressão intraocular", avisa Conte. Outros perigos em potencial dentro da academia são os chamados exercícios isométricos — aqueles em que permanecemos imóveis sustentando um objeto — e o uso indiscriminado de esteroides e anabolizantes.

O que surpreende muita gente é a preocupação dos especialistas com a ioga. E tudo por causa de uma ou outra posição que coloca o corpo de ponta-cabeça. "Já existem estudos comprovando um grande aumento da pressão intraocular e a consequente piora de quadros de glaucoma em praticantes que realizam essas posturas específicas", informa Tiago Prata, oftalmologista do Hospital Medicina dos Olhos, em São Paulo, e da Unifesp.

Muito além do glaucoma
Os contornos e os pigmentos do mundo são ameaçados não apenas por essa doença como também pela catarata e pela degeneração macular, para citar outros dois males. Ainda bem que ambos, pelo que revelam descobertas recentes, são prevenidos com caminhadas, pedaladas... e por aí vai. "Acredita-se que a melhora sistêmica do organismo como um todo contribua para esses resultados", aponta Marcelo Conte.

Agora, será que os esportes teriam o poder de incrementar a visão em si? A hipótese é discutível, mas, por incrível que pareça, aparentemente, sim. Não, não é que nosso equipamento natural fique mais potente. Na realidade, é como se aprendêssemos a utilizá-lo melhor — a isso se dá o título de atenção visual. Modalidades que exigem reflexos rápidos, a exemplo da esgrima, do tênis ou até mesmo do futebol, podem fazer com que o cérebro processe com velocidade extra e maior eficácia os estímulos vindos dos olhos. "Assim, informações que seriam perdidas, como uma pequena pedra no caminho que culminaria em um tropeção, passariam a ser notadas sem muita dificuldade", hipotetiza Ronald Ranvaud, físico do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. "A lógica faz sentido. Porém, como muitos assuntos nessa área, falta comprovação científica", ressalta. Por via das dúvidas, não custa visualizar o calendário de 2012 com tempo de sobra para os exercícios físicos.

O esporte em prol do olhar

Cuidados
Saiba que medidas tomar para resguardar os olhos durante os exercícios.

Óculos especiais
A bola de squash, por exemplo, pode machucar os globos oculares pra valer. Use protetores e, no sol, lentes escuras e com filtro.

Lutas
Certifique-se de que você e o seu oponente estão equipados com luvas e, dentro do possível, maneirem na força dos golpes.

Protetor solar
Eles são fundamentais para a pele. Só não aplique demais na testa. O excesso pode escorrer e fazer os olhos arderem.

Aeróbicos
Eles aperfeiçoariam a drenagem do humor aquoso. Modalidades que demandam reflexo ainda melhoram o processamento dos estímulos dos olhos.

Musculação
Praticada moderadamente, ela não oferece riscos e até auxilia no controle da pressão intraocular, fator de risco para o temido glaucoma.

Atividade física para todos
Pesquisadores do Hospital Maisonneuve-Rosemont, no Canadá, comprovam: quanto mais problemas com a visão, mais raras são as saídas de casa para se dedicar à prática esportiva. "Ora, esse sentido é muito empregado para se deslocar em um espaço", sintetiza Marinho Scarpi. Felizmente, mesmo quem padece com alguma deficiência consegue, hoje em dia, suar a camisa. "Só é necessário buscar orientação especializada, fazer certas adaptações e ser acompanhado sempre", completa Scarpi.

Fonte: Revista Saúde

31/01/2012 - Usuário vai poder opinar sobre atendimento no SUS

Ação inédita permitirá que o Ministério da Saúde receba do paciente uma avaliação sobre a agilidade e a qualidade do atendimento nos hospitais

Começou nesta quarta-feira (25) a entrega aos estados da Carta SUS, nova ferramenta do Ministério da Saúde que permitirá aos usuários avaliar o atendimento e os serviços prestados nos hospitais da rede pública ou unidades conveniadas. Além das críticas ou elogios, por meio da carta, os cidadãos poderão denunciar irregularidades, como a cobrança de procedimentos nos hospitais do SUS. A distribuição começa por Curitiba (PR), onde a Diretoria Regional dos Correios, parceira nesta ação, produziu o primeiro lote de cartas. Até o momento, foram impressas 57mil correspondências, mas o total para o mês de janeiro é de 648 mil.

Essa ação foi lançada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia 30 de novembro de 2011. Com o envio das cartas, que será permanente, serão gerados relatórios de avaliação do atendimento."Isso vai servir para o Ministério da Saúde poder, inclusive, incentivar aqueles hospitais que tratam bem as pessoas, que tem qualidade de atendimento, e poder fazer ações em hospitais que tenham baixa qualidade de atendimento”, reforça Padilha. Em caso de irregularidades, serão desencadeados processos de auditoria para averiguar se houve desvio de recursos ou má aplicação de verba pública.

O envio da Carta SUS será mensal e terá o porte-pago, ou seja, sem despesas para o usuário. Está sendo esperada uma média de um milhão de correspondência por mês, de acordo com a demanda detectada pelo Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde. Porém, antes de informar a quantidade de correspondências a ser produzida, os dados serão avaliados pelo Departamento de Informática do SUS para a eliminação de duplicidades no banco de informações.

Em julho do ano passado, Pedro Viana, 56 anos, empresário de Curitiba, sofreu um acidente de moto e machucou a coluna e a cabeça, e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre. “Fui muito bem atendido lá e se não fossem eles, eu não estaria aqui. O atendimento foi muito bom. Fiquei 15 dias internado, cinco dias na UTI”, diz Viana, o primeiro usuário a receber a carta. “Foi uma surpresa e uma honra saber que fui o primeiro a receber a correspondência”, disse.

Transparência – Além do questionário para a avaliação do paciente, a Carta SUS trará dados como a data da entrada no hospital, o dia da alta e o motivo da internação. O usuário poderá conferir se os dados estão corretos e correspondem ao serviço prestado de fato e conhecerá o custo total da internação.A carta pode ser respondida tanto pelo paciente, quanto por um familiar.

Os endereços serão obtidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde para avaliar as ações e serviços do SUS. A AIH integra o Sistema de Informação Hospitalar, que fornece os dados de quais e quantos procedimentos hospitalares foram realizados e os recursos repassados aos estados e municípios para pagamento ao hospital, com regras e critérios pactuados. Portanto, o formulário é instrumento essencial para a gestão dos hospitais e controle de gastos públicos.

Ouvidoria ativa – O Ministério da Saúde está aprimorando os mecanismos de comunicação direta com o cidadão para aperfeiçoar o atendimento e ampliar a transparência do SUS. Neste ano, o telefone da ouvidoria foi simplificado: dos antigos dez dígitos, passou a responder pelo 136, de mais fácil memorização e uso pela população. O serviço é gratuito, de telefone residencial, público ou celular.

Em 2011, o Disque-Saúde já recebeu mais de 3,5 milhões de ligações e disseminou 7,5 milhões de informações. Os temas que geraram maior número de ligações foram o Programa Farmácia Popular (23,4%), tabagismo (23%) e aids (9,6%).

Saiba mais sobre a Carta SUS.

Fonte: Portal da Saúde

25/01/2012 - Frente retomará pressão para aumentar investimentos na saúde

Dois dias depois da sanção da lei fixando os valores mínimos que a União, os estados e os municípios devem aplicar na saúde — a regulamentação da Emenda 29 (Lei Complementar 141/13) —, o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse que o grupo vai se reunir em março com o objetivo de retomar a pressão para aumentar os investimentos do governo federal no setor para 10% do Orçamento.

Esse percentual foi defendido pela frente durante a votação, no Senado, da proposta que originou a lei, mas foi derrotado por orientação do governo. A nova lei determina que o governo federal aplique em saúde no mínimo o valor usado no ano anterior, acrescido da variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) no período.

Segundo o deputado Perondi, esse valor equivale a apenas 7% do Orçamento, valor insuficiente para resolver o problema da saúde. Ele argumenta que o Executivo tem condições de investir mais. “O governo tem uma bondade celestial com um grupo seleto de empresários, que capta empréstimos com juros de apenas 6%, mas ao mesmo tempo tem um rigor bélico com os doentes que precisam de tratamento e com as crianças que precisam de vacinas”, criticou.

Apesar de exigir o aumento dos gastos federais, Perondi comemorou a definição, pela nova lei, do que são ou não gastos em saúde, o que vai impedir que o Orçamento seja maquiado com despesas alheias ao setor e facilitar a fiscalização: “Gasto de saúde não é saneamento, esgoto, plano de saúde das secretarias de saúde, previdência dos servidores. É para atendimento de saúde universal, o que agora está claro na lei”.

Vetos - Perondi criticou o veto da presidente Dilma Rousseff ao dispositivo, aprovado pelo Congresso, que aumentava os valores aplicados na saúde sempre que houvesse reestimativa do PIB. “Esse veto traz a simbologia de que o governo não quer colocar mais dinheiro na saúde, porque a medida teria um impacto pequeno”, avaliou.

A oposição já anunciou que vai defender a derrubada desse veto. O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), quer pedir urgência na análise desses vetos pelo Congresso Nacional, contando com os votos dos parlamentares defensores da saúde como trunfo para a derrubada do veto. “Como a votação será secreta, a chance de derrubarmos esses vetos é real”, disse Nogueira.

O presidente da Frente da Saúde, no entanto, tem outra avaliação. “A chance de derrubada de veto é zero”, disse Perondi.

Já o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), sustenta que os vetos de Dilma foram técnicos e não prejudicam a essência da regulamentação dos investimentos públicos. "O que a oposição está fazendo é um debate político. É legítimo, mas eu não acredito que eles tenham número para derrubar vetos”, afirmou Vaccarezza.

Fonte: Portal CFM

13/01/2012 - Temperatura, exposição ao sol e gênero são fatores de risco para o glaucoma

Mulheres e pessoas que vivem em regiões frias têm mais riscos para a doença

Idade, sexo e local de residência são fatores de risco para a síndrome da pseudo-exfoliação (SPEX), uma condição no olho considerada uma das principais causas de glaucoma secundário aberto. O estudo, realizado pelo Centro de Excelência em Glaucoma de Massachusetts, nos Estados Unidos, foi publicado no periódico Ophthalmology.

A síndrome da pseudo-exfoliação se caracteriza pela deposição de material anormal sobre o olho, e, geralmente, atinge pessoas acima dos 60 anos. O glaucoma secundário aberto é um aumento da pressão intraocular, que ocorre após doenças inflamatórias, catarata avançada, alteração dos pigmentos naturalmente existentes dentro dos olhos, hemorragia e obstrução de vasos intraoculares. Normalmente, o paciente não sente dor e perde a visão lentamente.

“Embora muitos estudos tenham relatado uma epidemia da doença, alguns aspectos básicos da descrição epidemiológica, que podem ajudar a esclarecer as causas, são inconsistentes”, diz Louis Pasquale, um dos autores do estudo e diretor do Centro de Excelência em Glaucoma de Massachusetts. “Nessa pesquisa, nós descobrimos que as mulheres são mais vulneráveis e que o local onde você mora faz diferença no desenvolvimento da doença.”

Pesquisa – Foram usados dados de 78.955 mulheres e de 41.191 homens residentes nos Estados Unidos, acompanhados durante 20 anos ou mais, que forneceram informações sobre o local de residência. O estudo confirmou associações estabelecidas com idade, histórico familiar e a doença, além de novas informações sobre gênero e cor dos olhos.

“Pessoas com história de vida residencial nas regiões centrais e sul dos Estados Unidos têm 47% e 75% de redução nos riscos, respectivamente, comparados àqueles que vivem no norte”, afirmaram os autores. Casos positivos de histórico familiar de glaucoma estavam associados ainda com risco mais do que dobrado para a doença. Cor da íris não foi um fator de risco.

“O estudo demonstra que existe uma associação positiva entre latitude e risco de síndrome da pseudo-exfoliação”, diz Pasquale. “Outra pesquisa que publicamos recentemente sugere que temperaturas ambientais baixas interagem com um aumento da exposição solar para aumentar os riscos de SPEX. Esse novo trabalho demonstra uma relação entre o aumento da latitude e uma forte predisposição ao glaucoma.”

Fonte: Revista Veja

15/12/2011 - Aberta convocação para contratações pelo Provab

Iniciativa conjunta entre ministérios da Saúde e da Educação lança edital para adesão de secretarias de saúde e instituições de ensino superior. Objetivo é atrair médicos e outros profissionais de saúde para regiões com maior carência

O Ministério da Saúde lançou edital de convocação para a adesão de municípios ao Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab), que prevê estímulos a profissionais de saúde recém-formados que optarem por atuar em ações básicas de saúde. Esta é mais uma medida coordenada pelo governo federal para a contratação e fixação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) em locais mais isolados ou carentes. A estimativa é que 3,7 mil vagas sejam abertas para preenchimento já a partir do próximo mês de fevereiro, sendo duas mil vagas para médicos, mil para enfermeiros e 700 para cirurgiões-dentistas.

O Provab é uma iniciativa conjunta entre os ministérios da Saúde e da Educação direcionado à contratação de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas para Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de municípios com populações em situação de pobreza, isolados dos grandes centros ou com dificuldades de contratação desses profissionais para o SUS. “Nosso esforço é ampliar a assistência principalmente aos usuários do SUS que ainda têm dificuldades para acessar serviços e profissionais de saúde. Com isso, esperamos reduzir as desigualdades regionais relacionadas à presença e permanência de profissionais de saúde à disposição da população”, analisa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

CONVOCAÇÃO – O edital de convocação é direcionado às secretarias de municipais e estaduais de saúde e também às instituições de ensino superior, que vão supervisionar e orientar os profissionais durante a participação no Provab (presencialmente e à distância). O pedido de adesão ao programa deve ser feito até o próximo dia 7 de janeiro.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins, destaca a importância do Provab para a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde. “A ação vai estimular os profissionais recém-formados a atuarem nos locais onde a população brasileira mais precisa. Além disso, sabe-se que a atenção básica pode resolver mais de 80% dos problemas de saúde das pessoas, reduzindo idas a hospitais e evitando internações”, analisa o secretário.

O PROGRAMA – Nesta primeira edição do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica será firmado contrato de um ano com os profissionais que se inscreverem e forem convocados. Ao final desse período, os médicos que tiverem uma boa avaliação de desempenho terão uma pontuação adicional de 10% na nota do exames de residência médica que eles porventura estiverem cursando.

Durante toda a atuação nas unidades de saúde, os profissionais serão tutoriados pelas instituições de ensino superior participantes, que darão suporte presencial e à distância por meio do programa Telessaúde, coordenado pelo Ministério da Saúde para a oferta da chamada “segunda opinião” na assistência aos pacientes do SUS. O programa prevê a Teleassistência e a Teleeducação em Saúde, com destaque para a Atenção Básica.

RESPONSABILIDADES – O governo federal financiará a operação dos Núcleos de Telessaúde das unidades onde estarão atuando os profissionais, bem como das atividades dos tutores, além de cursos de especialização em Saúde da Família. A contratação dos profissionais será feita pelas secretarias municipais de saúde, com as quais será estabelecido o vínculo empregatício, de acordo com os procedimentos de seleção e admissão adotados pelos respectivos municípios. Também caberá às secretarias municipais o pagamento dos salários e o custeio de moradias, quando houver necessidade.

Fonte: Portal da Saúde

05/12/2011 - CFM divulga estudo de demografia médica no Brasil

O Brasil é um país marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso à assistência médica. Uma conjunção de fatores – como a ausência de políticas públicas efetivas nas áreas de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos – tem contribuído para que a população médica brasileira, apesar de apresentar uma curva constante de crescimento, permaneça mal distribuída pelo território nacional, com vinculação cada vez maior aos serviços prestados por planos de saúde, pouco afeita ao trabalho na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Estas são algumas das conclusões da pesquisa Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades, desenvolvida em parceria entre Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Fonte: Associação Médica Brasileira

22/11/2011 - Deficiência visual causada por diabetes está em declínio

O número de adultos com diabetes que apresentam deficiência visual caiu, passando de 26% em 1997 para 19% em 2010, afirmam pesquisadores norte-americanos.

Um relatório publicado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) mostra que o diabetes pode levar à deficiência visual e à cegueira, mas o diagnóstico precoce e o tratamento de muitas doenças oculares comuns, como a retinopatia diabética e glaucoma, podem reduzir o risco.

Contudo, a porcentagem ajustada por idade de adultos com diabetes diagnosticada e auto-referida deficiência visual que relataram ter consultado um oftalmologista manteve-se em 63%, conforme dados.

Segundo o documento, a maioria dos casos de perda de visão causados pelo diabetes pode ser evitados através do tratamento correto da doença, como controle da glicose no sangue, pressão arterial e lípides, além de um controle oftalmológico regular.

O relatório foi publicado no Morbidity do CDC and Mortality Weekly Report.

Com informações da Bibliomed.

Fonte: Portal Boa Saúde - UOL

19/10/2011 - Mudança climática representa ameaça à Saúde, dizem especialistas

Londres - As mudanças climáticas representam uma ameaça imediata e séria à saúde e à estabilidade global, na medida em que enchentes e secas destroem moradias e a produção de alimentos, além de aumentar as migrações em massa, afirmaram especialistas nesta segunda-feira.

Em comunicado emitido durante uma reunião em Londres, eles pediram ações mais duras para reduzir as mudanças climáticas, dentre elas elevar a meta da União Europeia para o corte das emissões dos gases do efeito estufa de 20% para 30%, tendo como base os níveis de 1990.

"Não é suficiente que os políticos tratem das mudanças climáticas como um conceito acadêmico abstrato", disse o signatário Hugh Montgomery, diretor do Instituto para Saúde e Performance Humana da University College London (UCL).

"O preço da complacência será pago em vidas e sofrimento humanos e todos serão afetados. O combate às mudanças climáticas pode evitar isso, enquanto mudanças de estilo independentes produzem benefícios significativos na questão da saúde. É hora de vermos uma liderança verdadeira daqueles que professam assumir tal papel", afirma o comunicado.

Outros signatários do documento são Michael Jay, presidente da entidade médica Merlin; Ian Gilmore, ex-presidente do Royal College of Physicians; e Anthony Costello, diretor do Instituto para Saúde Global da UCL.

O comunicado destaca como a elevação das temperaturas e a instabilidade do clima vai resultar em eventos climáticos mais frequentes e extremos, o aumento da dispersão de doenças infecciosas, a destruição de hábitats e a falta de água e alimentos. Isso pode dar início a conflitos, crises humanitárias e migrações em massa, diz o documento.

Tomar atitudes rápidas para combater as mudanças climáticas pode não apenas reduzir esses ricos, mas também melhorar a saúde global, dizem os especialistas, citando medidas para eliminar progressivamente o uso de produção de energia em usinas movidas a carvão, o que vai melhorar a qualidade do ar.

Os especialistas pediram que a União Europeia e outros países desenvolvidos adotem objetivos mais duros para a redução das emissões e que países desenvolvidos identifiquem as formas como as mudanças climáticas ameaçam a saúde e busquem maneiras de mitigar essas causas ou se adaptem a elas. As informações são da Dow Jones.

AE

Fonte: Revista Veja.

29/09/2011 - Ministro Padilha lança campanha nacional de doação de órgãos

Índice de doadores e quantidade de transplantes realizados no país apresentam crescimento em relação a 2010. Meta do governo federal é alcançar taxa de 15 doadores por milhão de pessoas em 2015

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta terça-feira (27), em Brasília, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, campanha nacional para incentivar a doação de órgãos em todo o país e, com isso, alcançar a meta de 15 doadores Por Milhão de Pessoas (PMP), em 2015. Atualmente, este índice é de 11,1 (veja mais dados ao final do texto). Com o tema “Seja um doador de órgãos, seja um doador de vidas”, a edição deste ano da campanha procura conscientizar os brasileiros sobre a importância da doação de órgãos para transplantes. “O aumento do número de doações impacta diretamente no crescimento da quantidade de transplantes, beneficiando pacientes que dependem da cirurgia para sobreviver”, destaca o ministro.

No Brasil, a doação de órgãos é autorizada pela família do doador, sem a necessidade de um documento assinado pela pessoa que venha a falecer. Atualmente, o país registra uma taxa de 11,1 doadores por milhão de pessoas – são cerca de duas mil doações por ano, mais que o dobro da quantidade registrada em 2003 (quando foram contabilizados 893 doadores efetivos). “Nesta campanha, queremos incentivar a discussão sobre este importante tema e esclarecer as dúvidas da população, dando mais segurança aos familiares que precisam decidir no momento em que se perde uma pessoa querida. Cada um deve conversar com seus entes mais próximos, informando a sua vontade de doar órgãos”, ressalta o ministro Alexandre Padilha. “Por isso, a participação da população nesta causa é fundamental”, reforça.

O Brasil é referência internacional na realização de transplante por realizar o maior número de procedimentos por meio de uma rede pública de saúde – aproximadamente 95% das cirurgias são feitas pelo Sistema Único de Saúde de forma totalmente gratuita. O SUS oferece assistência integral ao paciente transplantado, incluindo exames periódicos, medicamentos pós-cirurgia, atendimento hospitalar em caso de emergência e apoio de profissionais como psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta e assistente social.

AVANÇOS – Tanto na quantidade de doadores quanto no número de transplantes realizados, o Brasil apresenta avanços neste setor. A quantidade de doações efetivas de órgãos passou de 1.896, em 2010, para 2.144, este ano (projeção até o próximo mês de dezembro) – um crescimento de 13%. Quando comparado o primeiro semestre de 2010 com o mesmo período deste ano, o número de transplantes realizados também apresenta alta: passou de 10.150 para 11.242 procedimentos, um aumento de 10%.

A projeção do Ministério da Saúde é que, até o próximo mês de dezembro, sejam realizados mais de 23 mil transplantes no país. Em 2010, esta quantidade chegou a 21.040, o que representa um aumento de 65% em relação ao número de procedimentos feitos em 2003 (12.722). “Nossa expectativa é superarmos estas marcas ano a ano, como vem ocorrendo na última década”, afirma o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Heder Borba.

O país mantém crescimento sustentado não só na quantidade de doações de órgãos e cirurgias realizadas como também no volume de recursos aplicados no setor. O investimento anual do Ministério da Saúde no SNT, em 2010, ultrapassou R$ 1 bilhão. Este valor é quase quatro vezes maior que os recursos investidos no SNT há sete anos (R$ 327 milhões).

CAMPANHA –Os cartazes e filmes publicitários da campanha “Seja um doador de órgãos, seja um doador de vidas” começaram a ser veiculados nesta terça-feira, dia 27 de setembro, data em que se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos. As peças serão veiculadas em TVs, rádios, internet, jornais e revistas. Materiais impressos também serão afixados em outdoors, busdoors, metrôs, MUBs (mobiliários urbanos) e elevadores.

No lançamento da campanha, foi apresentada a peça de teatro “Segunda Chance”, que aborda o tema. O espetáculo foi escrito e produzido pela atriz Kely Nascimento, viúva do ator Northon Nascimento, que passou por um transplante de coração. A peça estreia em São Paulo na próxima sexta-feira (30) e ficará em cartaz, no Teatro Ressurreição, até o dia 20 de novembro.

SUPERAÇÃO – Para sensibilizar os brasileiros sobre a importância da doação de órgãos para transplantes, o ator José de Abreu – protagonista da edição deste ano da campanha nacional – interpreta, nas peças publicitárias, personagem que decidiu doar os órgãos como um último gesto de solidariedade antes de falecer. As histórias traduzem a experiência da professora aposentada Maria Pia Albuquerque, 52 anos, que mora em Brasília e foi submetida a um transplante de coração pelo SUS.

A história de Maria Pia é um exemplo de superação. Em setembro de 2007, depois de um tratamento cardíaco que durou 23 anos, o médico deu o diagnóstico: a única possibilidadeda professora continuar viva seria a partir de um transplante de coração. “Foi quando eu pensei: minha vida agora depende do coração de outra pessoa!”, conta.

No mês seguinte, em outubro de 2007, ela foi encaminhada ao Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (IC-DF). O coração ideal para o transplante foi identificado um ano e quatro meses depois, na sexta tentativa, por volta de 23h do dia 3 de maio de 2009. Vinte e um dias depois da cirurgia, ela teve alta e voltou para casa, com saúde e garantia total de continuidade da assistência pelo SUS, incluindo acompanhamento médico, exames periódicos, atendimento hospitalar em caso de emergência e apoio de psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta e assistente social.

ESTRATÉGIA – Durante o lançamento da campanha “Seja um doador de órgãos, seja um doador de vidas”, o ministro Alexandre Padilha também apresentou projeto desenvolvido pelo Comitê Estratégico para o Desenvolvimento de Novos Centros de Transplantes, coordenado pelo médico e professor Silvano Raia, pioneiro na realização de transplante de fígado no Brasil. O objetivo da medida é implementar centros de procura e captação de órgãos em “pólos-alvo” nos estados de Alagoas, Acre, Amazonas, Goias, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Por: Camila Rabelo, da Agência Saúde

Fonte: Portal da Saúde

20/09/2011 - Pesquisa mostra que uma boa gargalhada age como analgésico

O estudo indicou que uma risadinha contida não basta; é preciso uma boa gargalhada para ter o efeito

Para testar a hipótese, os pesquisadores mediram as reações de voluntários à dor - por exemplo, colocando uma sacola de gelo sobre o braço para medir quanto tempo eles aguentavam. Depois, eles foram divididos em dois grupos - o primeiro assistiu a um vídeo de comédia de 15 minutos, e o outro assistiu a uma filmagem que os pesquisadores consideraram entediantes, como programas de golfinhos.

Quando foram novamente submetidos a dor, os que tinham dado gargalhadas foram capazes de suportar até 10% mais dor que antes de rir, indicou a pesquisa. Já os que assistiram a programas entediantes foram menos capazes de suportar dor que antes de assistir ao filme.

Euforia
O coordenador da pesquisa, professor Robin Dunbar, acredita que uma risada incontrolável libera endorfina, uma substância química que não apenas gera certa euforia como atua como analgésico. "É o esvaziamento dos pulmões que causa o efeito", disse o pesquisador à BBC.

"É exatamente o que acontece quando alguém diz que riu até doer. Soa como uma experiência bastante dolorosa, e é a dor que produz o efeito da endorfina." A pesquisa indicou que uma risadinha contida não basta; é preciso uma boa gargalhada para ter o efeito.

Além do quê, nem todos os programas de comedia têm o mesmo resultado. Humor bobo, tais como o de programas como Mr. Bean, e até mesmo do seriado Friends, parecem ser mais eficazes.

Já os monólogos de comediantes, no estilo stand-up comedy, não elevaram a tolerância dos voluntários à dor. "Fico um pouco hesitante de dizer isso, mas tínhamos uma série de vídeos do (bem-sucedido comediante britânico) Michael McIntyre, que achávamos que teria um bom efeito. Mas acho que esse tipo de humor é muito cerebral para gerar grandes gargalhadas", disse Dunbar.

Efeito social
Os pesquisadores não mediram diretamente o nível de endorfina nos voluntários porque isto envolveria a extração de fluidos através de uma longa agulha. Procedimento que provavelmente geraria mau humor entre o grupo e influenciaria os resultados.

Para o professor Dunbar, a pesquisa pode ajudar a explicar o papel do riso no estabelecimento da sociedade humana, dois milhões de anos atrás. Enquanto todos os primatas são capazes de rir, só os humanos são capazes de gargalhar e, portanto, liberar endorfina através do riso.

A teoria do professor Dunbar é que a endorfina favoreceu a criação de laços sociais entre os indivíduos da espécie. "Neste estágio, quisemos mostrar que, sim, rir ativa endorfina. O próximo passo será avaliar se dar risadas realmente faz com que grupos fiquem mais próximos, trabalhem em equipe e demonstrem mais generosidade", disse o pesquisador.

Se este for o caso, poderia explicar porque, há 2 milhões de anos, as tribos de humanos uniam até cem pessoas, enquanto a de primatas de grande porte contemporâneos chegavam apenas à metade deste número.

Fonte: Correio Braziliense

16/09/2011 - Recrutamento - portadores de Glaucoma

A Escola Paulista de Medicina / Unifesp recruta pessoas com Glaucoma que não usem medicação ou somente um colírio e que residam na grande São Paulo.

Contato: Luci ou Enf. Ana, pelo telefone (11) 5572-6443.

23/05/2011 - Semana de Combate ao Glaucoma em São Paulo - 23 a 26 de maio de 2011

23 de maio – Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacareí, 100 – Salão Nobre – Bela Vista - São Paulo - SP
Abertura da Semana de Combate ao Glaucoma
11h00 - palestra ministrada pelo especialista em Glaucoma – Prof. Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello

24 de maio – Parque Villa Lobos
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto dos Pinheiros – São Paulo - SP
10h00 às 13h00 - 2° Passeio Ciclístico – Pedalando contra o glaucoma
Com bicicletas à disposição dos interessados

25 de maio – CRI- Centro de Referência do Idoso - Zona Norte
Rua Voluntários da Pátria, 4301 – Mandaqui - São Paulo - SP
11h00- palestra ministrada pelo especialista em Glaucoma – Dr. Thiago Müller

26 de maio – Tribunal de Justiça de São Paulo
11h00- palestra ministrada pelo especialista em Glaucoma – Dr. Thiago Müller

Mais informações podem ser obtidas através do telefone (11) 5575-2302 ou pelo e-mail abrag@abrag.com.br

29/08/2011 - Mulheres recorrem a colírio que trata glaucoma para aumentar os cílios

O colírio que é usado para o tratamento de glaucoma tem, entre os efeitos colaterais, o crescimento dos cílios. Médicos alertam para o perigo.

A busca por cílios mais longos e mais bonitos está levando muitas mulheres a usar um colírio que só é recomendado para tratar glaucoma, o que pode causar sérios danos à visão e provocar manchas nos olhos, entre outros problemas. Por se tratar de um remédio, o produto só deveria ser vendido com receita médica. Deveria, mas não é bem isso o que acontece.

Cílios longos e volumosos, tudo isso sem maquiagem, como se tivesse nascido com um olhar poderoso. Para conseguir esse visual, sem rímel ou cílios postiços, tem mulher se expondo a riscos e usando medicamento: um colírio indicado para tratar uma doença chamada glaucoma.

O glaucoma é uma doença causada pelo aumento da pressão dentro do olho. Se não for tratada adequadamente, a doença pode levar à cegueira. O colírio que é usado para o tratamento tem, entre os efeitos colaterais, o crescimento dos cílios.

Foi o que aconteceu com a dona de casa Rosa Lima do Nascimento. O remédio também provocou o escurecimento irreversível da íris e da pálpebra inferior, esse risco que dá a impressão de olheiras.

"Começou o olho parecendo que eu tinha passado lápis e sombra. A bolinha do olho parece que ficou mais escura. Os olhos ficaram parecendo que eu tinha feito maquiagem. Eu nunca me maquiei na minha vida", conta a dona de casa. Nas farmácias, também é possível encontrar outro produto, que tem a mesma substância que faz crescer os cílios. Só que, em vez de pingar, ele é aplicado apenas na região ao redor dos olhos. Ainda assim, a pessoa não está livre de sofrer os mesmos efeitos colaterais do colírio. Por isso mesmo, os dois remédios só devem ser vendidos com receita medica.

Não é o que acontece. Usando uma câmera escondida, a equipe de reportagem do Bom Dia Brasil conseguiu comprar os produtos facilmente. Em outra farmácia, a equipe levou os dois medicamentos. "A gente não pode indicar, mas se você vem aqui e sabe fazer a descrição do produto, a gente vende, mesmo sem a receita", disse uma farmacêutica.

“Os dois produtos são medicamentos e deveriam ser vendidos apenas com receita medica. É um risco muito maior para o paciente, que acaba às vezes usando o medicamento de forma inadequada e pode levar a complicações que poderiam ser evitadas”, alerta Rubens Belfort, professor de oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

“Eu só to usando porque o medico passou. Se você não tem problema e está passando essas coisas, eu acho que vai se prejudicar, porque o colírio é muito forte”, disse a dona de casa Rosa Lima do Nascimento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou que mesmo o produto fabricado para fazer os cílios crescerem é considerado um medicamento e deve ser vendido apenas com receita médica. A farmácia que vende o colírio sem a receita pode ser multada e o farmacêutico responsável pode até perder o registro.

Fonte: Bom dia Brasil

12/09/2011 - Segunda opinião médica aumenta segurança do paciente e evita erro

Em hospital paulistano, 15% das revisões de diagnóstico mudam o direcionamento do tratamento e 2% apresentam erros graves

Por: Lívia Machado

Confiar no diagnóstico médico é o primeiro passo para a cura.

Aos 46 anos, José de Assis Martins, policial civil em Maceió, Alagoas, começou a sentir fortesdores na perna. O primeiro cirurgião consultado retirou um nódulo na panturrilha de Martins. Sem biópsia ou um análise mais profunda no material retirado, o caso foi encerrado.

Após o assassinato do irmão, dores e inchaço na parna voltaram a aparecer. O “caroço” também. O diagnóstico de câncer, feito por um clínico geral, apontou um nódulo pouco significativo para a saúde de Martins. Inseguro, o policial resolveu procurar outro especialista.

“Foi um cirurgião vascular quem retirou o segundo tumor e, dessa vez, mandou para a biópsia. Descobri que era um câncer maligno. Fiz radioterapia, mas a dor não passava e a ferida estava aberta na minha perna", recorda o policial.

Além conviver com um câncer não tratado durante cinco anos, a segunda operação foi mal feita. Boa parte do tumor continuava no local, e impedia a recuperação. “Não sabia mais o que fazer. Foi então que uma médica da Santa Casa da minha cidade indicou um oncologista no sudeste do País e recomendou que eu buscasse ajuda especializada. Na época, São Paulo era o fim do mundo para mim.”

Hoje, após o recente diagnóstico certeiro e a cirurgia bem-sucedida, Martins finalmente está livre da doença – sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia.

"Já fiz os exames e meu médico disse que não tenho mais nada. Agora eu confio."

Loteria?
Cruzar com profissionais negligentes, ou ser o sujeito principal de imperícias até conseguir o tratamento correto, em algumas regiões do País, não representa uma exceção. Desviar de tais erros no sistema de saúde depende, muitas vezes, de uma segunda opinião médica.

A proximidade do local de trabalho, moradia ou a localização do consultório em bairros mais nobres, em geral, são os filtros usados pelos usuários de planos de saúde para escolher o médico no livrinho do convênio.

“É preciso consultar tais guias, mas não dá pra ser refém deles. O recomendado é recorrer às indicações de amigos e parentes. A insegurança existe desde o princípio. Cercar-se de referências ou insistir até achar um profissional que dê tranquilidade é fundamental em qualquer doença”, afirma Antonio Julio Sales Barbosa , ginecologista do Hospital Santa Catarina.

A regra não requer sexto-sentido. Exige, apenas, que os pacientes sintam segurança ao deixar os consultórios, independente da especialidade consultada. No Hospital A.C Camargo, em São Paulo, 15% das revisões de diagnóstico acabam mudando o tratamento e 2% apresentam erros iniciais gravíssimos – tumores que foram considerados primeiramente benignos eram, na realidade, malignos e vice-versa.

“Cirurgias cardíacas, tratamentos oncológicos e até estéticos são obviamente mais arriscados. Mas nenhuma área dispensa outras opiniões. Na obstetrícia, a segurança da gestante no médico garante uma gravidez saudável e um parto tranquilo”, ressalta Barbosa.

Médicos que propõem parto cesariano logo na primeira consulta, ou defensores ativos do parto natural e humanizado devem ser descartados sem receio. “Parto não é doença, mas não se deve confiar em profissionais que queiram convencer ou impor apenas um procedimento. Nenhuma posição radical deve ser aceita como verdade.”

Não, doutor!
Escolher um bom médico em meio à doença não é uma tarefa fácil. O mais importante, no entanto, é não se intimidar com a prepotência de alguns profissionais. Barbosa admite que muitos colegas têm dificuldades para lidar com a desconfiança de seus pacientes.

“A maioria se sente ofendido com a segunda opinião. É comum as pessoas nos procurarem para falar sobre o que leram na internet. Muitos médicos são até agressivos e respondem: se você já foi à internet o que veio fazer aqui?. A prepotência da categoria, entretanto, não é regra.”

Ademar Lopes, oncologista e chefe do departamento de cirurgia pélvica do Hospital A. C. Camargo, é ainda mais crítico na avaliação. Para o especialista, profissionais que não aceitam outro parecer atestam incompetência.

"Aproximadamente 20% dos pacientes que eu atendo me procuram para reavaliar um diagnóstico. Ir contra esse direto demonstra, no mínimo, medo de errar e insegurança profissional.”

O périplo também tem limites. Uma vez comprovada a avaliação inicial, cabe aceitar o tratamento proposto e escolher o profissional que mais ofereceu segurança e confiabilidade. A procura não deve ser pautada apenas na empatia. O fundamental é sentir profissionalismo e competência, não fazer novos amigos, defendem os especialistas ouvidos pelo iG Saúde.

Passos lentos
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Osvandré Lech, a busca por uma segunda opinião médica deve ficar cada vez mais constante com a ampliação do acesso à informação por parte dos pacientes.

“Com a internet, as pessoas já chegam aos consultórios questionando se as operações são mesmo necessárias, quais são as outras alternativas. É papel do profissional estar atualizado, conversar mais e explicitar as opções terapêuticas”, diz.

Nos Estados Unidos, por exemplo, nenhuma seguradora de saúde faz qualquer tipo de cirurgia sem a avaliação de outro médico, registrada no laudo.

“No Brasil, esta prática ainda está em evolução”, completa o presidente da SBOT.

Fonte: Estado de SP

26/07/2011 - OMS: ir ao hospital é mais arriscado do que viajar de avião

Milhões morrem todos os anos por erros médicos ou infecções hospitalares

Dar entrada em um hospital é muito mais arriscado do que fazer uma viagem de avião. De acordo com dados da Organização de Mundial de Saúde (OMS), milhões de pessoas morrem todos os anos em função de erros médicos e infecções adquiridas em hospitais. Os ricos de morrer são de um para 300, enquanto em um acidente aéreo ele seria de um em 10 milhões de passageiros.

“Já as chances de acontecer um erro médico são de uma em dez. Isso demonstra que a saúde, em geral, ainda tem um longo caminho a percorrer”, diz Liam Donaldson, da OMS. Mais de 50% das infecções adquiridas dentro de um hospital, por exemplo, poderiam ser prevenidas se os profissionais de saúde lavassem as mãos com sabão e água ou com uma loção à base de álcool antes de tratar os pacientes.

De cada 100 pacientes hospitalizados em um determinado momento, sete (em países desenvolvidos) e dez (em países em desenvolvimento) irão adquirir ao menos uma infecção associada ao tratamento médico. “Quanto mais tempo o paciente fica na UTI, maiores são os riscos de ele adquirir uma infecção”, alerta a OMS. Dispositivos médicos, como cateteres urinários e ventiladores, estão associados com altos índices de infecção.

Negócio de “alto risco” - Todos os anos, nos Estados Unidos, 1,7 milhão de infecções são adquiridas em hospitais, causando 100.000 mortes. O índice é muito mais elevado do que na Europa, onde 4,5 milhões de infecções causam 37.000 mortes, de acordo com a OMS. “A saúde é, inevitavelmente, um negócio de alto risco, porque as pessoas estão doentes, e os cuidados de saúde modernos são feitos de maneira rápida, em um ambiente de alta pressão que envolve muita tecnologia complexa e muitas pessoas”, diz Donaldson. Uma operação cardíaca, por exemplo, pode envolver uma equipe de até 60 pessoas, quase o necessário para executar um jato.

De acordo com Benedetta Allegranzi, da OMS, os riscos são ainda mais altos em países em desenvolvimento, com cerca de 15% dos pacientes adquirindo infecções. “O risco é realmente mais alto em áreas de risco dos hospitais, principalmente UTIs e unidades neonatais de países em desenvolvimento.”

Prevenção - Cerca de 100.000 hospitais pelo mundo adotaram a lista de controle de segurança emitida pela OMS, que, segundo a agência, tem reduzido complicações cirúrgicas em 33% e mortes em 50%. Se fosse usada em todo o mundo, essa lista de controle poderia prevenir cerca de 500.000 mortes todos os anos. “Francamente, se eu fosse fazer uma operação amanhã, gostaria que ela fosse feita em um hospital que usasse essa lista de controle”, diz Donaldson.

(Com agência Reuters)

Fonte: Portal da Revista Veja

18/07/2011 - Risadas reduzem o estresse e colabora para a cura de alguns pacientes

Por: Márcia Neri

Quando as Doutoras Música e Riso chegam, o ambiente sério e tenso de quartos e corredores dos hospitais de Brasília se transforma. O choro é interrompido. A dor e as doenças, temporariamente esquecidas. A injeção, neste momento, é de alegria. Não importa que tipo de problema tem o paciente, o remédio prescrito pelas médicas palhaças — cujo efeito é imediato — é, invariavelmente, o riso. Estampado no rosto de cada uma delas, ele logo se espalha como se fosse uma epidemia de alto astral, quebrando a rotina de pacientes, médicos, enfermeiros e acompanhantes.

Muito mais do que uma manifestação de felicidade, o riso e suas variações emanam conforto, revelam-se uma verdadeira terapia para corpo e alma. Aplicado com fins terapêuticos, ou não, desperta um bem-estar quase indescritível tanto em quem dá quanto em quem o recebe. A neurocientista Sílvia Helena Cardoso explica que o riso é fundamental e natural da espécie humana. “Nascemos com aparato físico e mental necessários para sorrir. Cognitivamente, não somos capazes de entender o que nos leva a dar sorrisos em nossos primeiros meses de vida, mas os mecanismos neurológicos e musculares estão prontos para nossas risadas e gargalhadas. O riso é inato”, garante.

Nele, acrescenta Silvia, também estão implícitas nuances das raízes sociais do homem, já que, evolutivamente falando, a humanidade desenvolveu sinais que auxiliam a comunicação. “Rimos para externar sensações agradáveis e aprendemos que o riso também ameniza situações adversas, sinaliza o desejo de paz. Ele pode ser uma mensagem clara de disposição para o diálogo ou para a reconciliação”, diz. Médicos, cientistas e psicólogos são unânimes: o riso é ótimo para a saúde, pois é capaz de atenuar o estresse, liberar substâncias benéficas para todas as células do organismo.

Poder de prevenir
Para Sílvia, o riso saudável e verdadeiro está ligado a atitudes e sentimentos positivos. Ela pondera que os mais sérios não são, necessariamente, infelizes e depressivos. Quem nutre pensamentos negativos, no entanto, costuma ser mais vulnerável a doenças físicas e emocionais. “O riso, de certa forma, tem poder preventivo. É essencial para transformarmos tristeza em alegria. Rir é contagioso, está cientificamente comprovado”.

De acordo com Eduardo Lambert, clínico geral, homeopata e autor do livro A terapia do riso: a cura pela alegria (Pensamento), o sorriso e a risada são tão importantes ao ser humano que a terapia do riso vem sendo administrada em hospitais como um tratamento complementar, possibilitando uma redução de cerca de 30% no tempo de internação de pacientes. “O riso estimula a contração de 28 músculos faciais, ativa no cérebro a produção de endorfina e serotonina (substâncias antidepressivas que dão a sensação de relaxamento e bem-estar). São os hormônios da felicidade”, assegura (veja arte).

Uma boa risada promove uma espécie de tremor que se propaga para o abdome. Tal vibração atinge o corpo como uma onda de alívio. “O bem-estar físico é evidente. Todos os órgãos são beneficiados com a química do sorriso. Isso nos protege de males físicos e psicológicos”, afirma. Quanto aos tipos de riso, Lambert sustenta que existem tantos quanto são as variações de personalidade.

Eles vão desde o sorriso ao riso aberto, do riso quebra-gelo ao riso amarelo, até a gargalhada. “A diferença principal está na intensidade. Quanto mais intenso, maior a síntese de endorfina, maior o relaxamento dos músculos e vasos e melhor será a proteção contra infartos e derrames cerebrais”, avalia.

Mas, afinal, o que é contagioso, a risada ou a felicidade implícita nela? O psicólogo Esdras Guerreiro Vasconcellos, professor de pós-graduação em Psicologia Clínica da Universidade de São Paulo (USP) esclarece. “O riso verdadeiro sempre tem uma centelha de felicidade, ainda que seja uma manifestação curta e que as pessoas não estejam conscientes dessa alegria. A gargalhada é o riso maximizado e produz ainda mais benefícios. Ela mexe com corpo e alma”, resume.

Ranking do humor
O psicólogo defende que o riso tem efeito imunológico e lembra um registro da literatura médica. Um paciente norte-americano diagnosticado com câncer avançado e sem perspectivas de vida resolveu gastar seus últimos meses de vida assistindo a filmes cômicos. “Ao final desse período, os médicos verificaram que a doença tinha recuado. Não nos restam dúvidas, o riso e a terapia do riso complementam tratamentos alopáticos”, garante.

O psicólogo acrescenta que alguns povos são mais predispostos ao sorriso. O brasileiro está bem colocado no ranking sorridente. “Estudos sugerem que a população dos países de clima tropical ri mais. Somos um povo bem servido nesse aspecto. A interação dos benefícios psíquicos e biológicos de risadas e gargalhadas vem sendo cada dia mais pesquisada pela ciência”, salienta. Mas é o calor humano que muda a realidade de quem está convalescendo em um hospital.

Os momentos tristes da pequena Daniele Lima Fonseca, 5 anos, receberam alta assim que as doutoras da alegria entraram no quarto em que ela está internada há 60 dias. “O sorriso da minha neta faz a gente esquecer a tristeza de ver uma criança tão cheia de vida, doente. Ele traz a esperança de que tudo vai ficar bem, de que vai superar a doença”, diz Eva Ventura Fonseca, 54, que também não escondeu as risadas diante das palhaçadas direcionadas a Daniele. A avó de Pedro Vinícius Soares, 2, faz coro. “Até para os acompanhantes o riso traz conforto. O doente se distrai. Quando é criança, devolve a ela a alegria típica da idade. Paramos de pensar na doença para pensar na vida”, resume Marlene Beldoína, a avó do menino internado há 10 dias com cálculo renal.

Para a chefe da unidade pediátrica do Hospital de Base do Distrito Federal, Elisa de Carvalho, em um ambiente hospitalar, o riso é fundamental para mudar o quadro de alguns pacientes. “Digo sempre que é uma ferramenta. Nossa unidade é de alta complexidade. A maioria das crianças internadas no local têm doenças graves. Trazer um sorriso é mostrar ao paciente que alguém se importa com o bem estar dele. O riso é um remédio com bons efeitos colaterais”, pondera a pediatra.

A trupe Doutoras Música e Riso só consegue levar alegria aos hospitais de Brasília porque é patrocinada pela Petrobras. “Subvertemos a ordem e a realidade de um ambiente que geralmente é sério, frio e triste. Nem sempre podemos ganhar uma gargalhada esfuziante do paciente, mas um olhar mais alegre já demonstra que nosso objetivo foi alcançado. Em geral, saímos daqui mais alegres do que entramos”, relata Antônia Vilarinho, 49, atriz, palhaça e coordenadora do grupo. O projeto brasiliense mantém parceria com Le rire médecin, grupo francês que reúne palhaços profissionais que atuam em 14 hospitais da França e cuja missão é devolver às crianças doentes a capacidade de sorrir e brincar.

Origens
A terapia do riso foi inspirada no trabalho do médico norte-americano Hunter “Patch” Adams que, em meados dos anos 1960, percebeu que sorrir fortalece o sistema imunológico e acaba contribuindo com o processo de recuperação dos pacientes. O trabalho inspirou, no Brasil, o grupo dos Doutores da Alegria, e em todas as partes influencia os adeptos da terapêutica

Informe-se
As médicas do Música e Riso também formam palhaços que desejam atuar em unidades hospitalares. Interessados devem ligar para 9981-6187.

Fonte: Correio Braziliense.

12/07/2011 - Conheça o Projeto Cão Guia do SESI-SP

O Projeto Cão-Guia do Sesi-SP visa à inclusão social e profissional das pessoas com deficiência visual.

Para saber mais a respeito desse projeto, clique aqui!

07/07/2011 - Maquiagem pode causar complicações no uso das lentes de contato

A má adaptação à lente de contato é um problema comum entre os brasileiros. São diversas as complicações que podem surgir, e as mulheres são as mais afetadas. Os hormônios sexuais femininos fazem com que a mulher seja predisposta a sofrer disfunções nas lágrimas – a principal causa da intolerância à lente.

De acordo com Leôncio Queiroz, do Instituto Penido Burnier, o uso incorreto das lentes faz com que duas entre cada 10 pessoas sofram problemas como irritação ocular, perda visual, alergia e até mesmo úlcera na córnea.

A maquiagem também causa problemas. 35% dos casos de complicações do uso da lente em mulheres são causados pela penetração de cosméticos nos olhos. Os resíduos que entram ali formam depósitos que podem quebrar o filme lacrimal, intensificando a irritação dos olhos. Os depósitos também causam mudanças na textura e cor das lentes, causando maior fricção na superfície do olho e diminuição do prazo de validade do produto.

Outro risco oferecido por cosméticos é que os resíduos que entram nos olhos podem neutralizar a ação antibactericida das proteínas presentes nas lágrimas, aumentando as chances de ocorrerem alergias.

Para minimizar os riscos, Queiroz aconselha que rímel e delineador a prova d’água sejam evitados, já que esses produtos podem manchar a lente definitivamente. Preferência deve ser dada a lápis macios em sombras em bastão.Os resíduos das sombras em pó têm maiores probabilidades de caírem nos olhos.

O oftalmologista aconselha também que o uso das lentes seja interrompido se pessoa notar vermelhidão nos olhos, sensação de corpo estranho e visão embaçada. Um médico também deve ser consultado.

Fonte: Portal Uol.

22/06/2011 - “Teste do olhinho” é ignorado na maior parte do país

O exame, rápido e indolor, é eficiente para diagnosticar a catarata infantil

Apesar de ser um exame rápido, simples e indolor, em apenas dez dos 27 estados brasileiros o teste do olhinho é obrigatório em toda a rede. O exame, entre outras coisas, é capaz de detectar a catarata infantil, problema responsável por até 20% dos casos de cegueira ou baixa visão. Entre os estados que aprovaram leis obrigando a adoção do exame estão São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso. Em alguns deles, a lei determina que a criança seja operada em até 30 dias após o diagnóstico.

O Ministério da Saúde diz que considera o teste do olhinho tão simples que ele deveria fazer parte do exame físico da criança, independente de ser uma lei. Por isso, ainda avalia uma maneira de tornar o procedimento obrigatório em todo o país — ele já foi incluído na Rede Cegonha. O exame identifica um reflexo vermelho que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê — semelhante ao que acontece em fotografias. Para que esse reflexo vermelho seja visto, é preciso que não haja obstáculo no olho da criança - como a catarata.

A catarata é uma doença ocular caracterizada pela opacidade do cristalino (lente do olho que deve ser transparente) e não é um problema exclusivo do idoso, podendo atingir crianças com menos frequência. A estimativa é de que ocorram seis casos para cada 10.000 nascimentos. A doença pode ser congênita ou consequência de doenças como rubéola ou toxoplasmose, contraídas pela mulher durante a gravidez.

Fonte: Revista Veja.

15/06/2011 - Faixa etária para doação de sangue é ampliada

Está publicada, no Diário Oficial da União desta terça-feira (14), a Portaria 1.353, que estabelece o novo Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos, com novos critérios para a doação de sangue no Brasil. A nova legislação estabelece diretrizes voltadas ao aumento da segurança para quem doa e recebe sangue no país e inova ao ampliar a faixa etária para candidatos à doação. Com as medidas, a previsão do Ministério da Saúde é que aproximadamente 14 milhões de brasileiros sejam incentivados a serem doadores em potencial. Faixa atinge jovens entre 16 e 17 anos (mediante autorização dos pais ou responsáveis) e ampliação para idosos com até 68 anos (veja abaixo).

“Esta portaria é um salto importante. Ela reforça as medidas de proteção a quem vai doar, que será bem tratado e acolhido, e estabelece um programa de controle de qualidade dentro dos hemocentros. Com as novas regras, estamos ampliando a proteção a quem vai receber o sangue, tendo regras nacionais claras sobre a captação de doações”, destacou Padilha.

A Portaria 1.353 determina, ainda, que a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para a seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria. Ou seja, não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, raça, cor e etnia.

Os avanços estabelecidos no novo Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos são resultado de consulta pública iniciada, pelo Ministério da Saúde, em 2010. A consulta recebeu 500 contribuições de especialistas do setor e da sociedade civil.

Padilha destacou a melhor definição de papéis entre os atores envolvidos na captação do sangue como outro avanço introduzido pela portaria. “A Anvisa vai continuar tendo o papel de fiscalização e de proteção, mas atuando de modo integrado a uma política nacional de sangue e hemoderivados que vai além”, acrescentou.

FAIXA ETÁRIA – A partir desta nova legislação, jovens entre 16 e 17 anos (mediante autorização dos pais ou responsáveis) e idosos com até 68 anos também poderão doar sangue no Brasil. Pela norma anterior, a doação era autorizada para pessoas com idade entre 18 e 65 anos de idade.

Com a ampliação da faixa etária para doação, a expectativa do governo federal é ampliar o volume de sangue coletado no Brasil que, atualmente, chega a 3,5 milhões de bolsas por ano. Esta quantidade é considerada suficiente; porém, o esforço do Ministério da Saúde é atingir os padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS): cerca de 5,7 milhões de bolsas de sangue por ano. Para o próximo ano, a meta é que o país registre, anualmente, quatro milhões de bolsas.

A ampliação da faixa etária para doação de sangue é baseada em evidências científicas, comprovadas por estudos internacionais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Associação Americana de Sangue (ABB) já havia aprovado que jovens com idade entre 16 e 17 anos e também idosos com mais de 65 anos pudessem doar. Estas novas diretrizes relacionadas à idade dos doadores também já vigoram em países europeus.

“A decisão de ampliar a faixa etária está, ainda, afinada à tendência de crescimento da expectativa de vida da população brasileira”, acrescenta Guilherme Genovez.

HUMANIZAÇÃO – A Portaria 1.353 estabelece medidas voltadas à humanização nos serviços de hemoterapia a partir da capacitação de profissionais da Rede Brasileira de Hemocentros (Hemorrede). “O objetivo é melhorar a atenção e o acolhimento dos candidatos à doação”, explica o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.

Desde 2004, o Ministério da Saúde é responsável por normatizar e coordenar a política de sangue, componentes e hemoderivados no país. A Portaria 1.353 aprimora e substitui a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 153/04, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela regulação sanitária dos serviços de hemoterapia.

QUEM PODE DOAR SANGUE

Candidatos com:
- Aspecto saudável e declaração de bem-estar geral;
- Idade entre 18 anos completos e 67 anos, 11 meses e 29 dias. Podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade de 16 e 17 anos, com o consentimento formal do responsável legal. E, em caso de necessidades tecnicamente justificáveis, o candidato cuja idade seja inferior a 16 anos ou superior a 68 anos somente poderá ser aceito após análise pelo médico do serviço de hemoterapia.
- Peso mínimo de 50 kg. Candidatos com peso abaixo de 50 Kg podem ser aceitos após avaliação médica e desde que respeitados critérios específicos estabelecimentos na Portaria 1.353/11.

Fonte: Ministério da Saúde.

08/06/2011 - Confira o Vídeo do Dia Nacional do Glaucoma!

Para acessá-lo basta selecionar TV ABRAG na home de nosso portal ou clique aqui!.

30/05/2011 - Catarata é a principal causa de cegueira no mundo

A catarata é um problema que atinge aproximadamente 2 milhões de brasileiros, sendo que a cada ano 120 mil novos casos são registrados.

A doença é causada por uma lesão no olho, que faz com que o cristalino fique opaco, comprometendo a visão. O cristalino é uma espécie de ‘lente’ posicionada atrás da íris. É essa estrutura que permite que a luz alcance a retina e forme a imagem. Quando o cristalino se torna opaco, a luz não atinge a retina como ela normalmente faria e as imagens não podem ser formadas com nitidez.

Quando a condição começa a se instalar, a visão não fica completamente comprometida, e a pessoa vê o mundo como se estivesse usando lentes embaçadas. Porém, à medida que a doença progride, a pessoa fica capaz de enxergar somente vultos.

Apesar dos avanços na área, a catarata é a principal causa dos casos de cegueira em todo o mundo. O tratamento da doença pode ser feito através do laser, que não expõe a pessoa a infecções e permite que o paciente retorne à sua vida normal quase que imediatamente. Na maioria das vezes o procedimento é indolor, não exige a internação e utiliza apenas anestesia local.

Para discutir a catarata e outras doenças semelhantes, assim como as suas técnicas de tratamento, profissionais se reunirão no VI Congresso Brasileiro de Catarata e Cirurgia Refrativa. O evento, realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa e pela Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares, ocorre entre os dias 1 e 4 de junho, em Porto de Galinhas, em Pernambuco.

Fonte: Multicomunicação.

26/05/2011 - Glaucoma: SUS registra 3 milhões de atendimentos em mais de oito anos e investimento cresce 300 vezes

No dia nacional de combate à doença, governo comemora avanços na assistência gratuita a pacientes que, se não cuidados adequadamente, podem perder a visão.

No Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, comemorado nesta quinta-feira (26), o Brasil apresenta relevantes avanços na assistência aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnóstico desta doença oftalmológica. De janeiro de 2003 ao último mês de março foram realizados, no SUS, mais de 3 milhões de atendimentos a pacientes com glaucoma, entre exames, consultas e cirurgias. Em oitos anos – de 2003 a 2010, a assistência para estes brasileiros cresceu 145 vezes, saltando de 10.150 procedimentos para 1.472.675. Em oito anos, o investimento do Ministério da Saúde, neste segmento, aumentou quase 300 vezes: passou de R$ 294 mil, em 2003, para R$ 87 milhões.

“Os dados são extraordinários e nos permite comprovar o esforço que o Ministério da Saúde vem fazendo para aumentar o acesso da população, como um todo, ao SUS”, comemora o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Imbuídos desse foco, de busca pelo acesso cada vez maior ao Sistema, é que trabalhamos sob a orientação da presidenta Dilma Rousseff, pela inclusão dos brasileiros e pela erradicação da miséria”, acrescenta o ministro.

Causada pela lesão do nervo óptico e relacionada à alta pressão do olho, o glaucoma pode causar sérias alterações no campo visual e até cegueira. De acordo com estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 1% a 2% da população acima de 40 anos é portadora de algum tipo de glaucoma, que representa a segunda causa de cegueira no mundo e a terceira no Brasil. Doenças como diabetes, hereditariedade, miopia e lesões oculares são as principais causas do glaucoma.

ASSISTÊNCIA – Na rede pública de saúde, quase dois mil estabelecimentos prestam atendimento oftalmológico gratuito à população, incluindo a assistência para pacientes com glaucoma. Em todo país, 29.311 profissionais de saúde atuam área de Oftalmologia. Deste total, 14.398 trabalham no SUS, garantindo atendimento também a pacientes com diagnóstico de glaucoma.

Ao longo dos anos, foram introduzidas novas medidas de assistência aos pacientes com glaucoma na rede pública de saúde; desde a oferta de colírios até cirurgia, quando necessária. E, desde o ano passado, esse atendimento também é garantido por meio do Aqui Tem Farmácia Popular.

O medicamento maleato de timolol foi incluído na lista dos produtos do programa, desenvolvido em parceria com a rede privada de farmácias e drogarias, cuja oferta de medicamentos e outros produtos garante desconto de até 90% à população. Só nos últimos três meses, a oferta deste colírio aumentou 83,98% nas unidades credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.

PREVENÇÃO – Na rede pública de saúde, uma das principais estratégias de combate ao glaucoma é feito por meio de prevenção às doenças que causam o problema. As ações preventivas permitem a detecção precoce do glaucoma, o que contribuiu para o tratamento mais rápido e adequado.

“O SUS tem, de fato, o que comemorar. O atendimento e o acesso à saúde de muitos brasileiros foram bastante ampliados e os pacientes com glaucoma têm garantido a cobertura assistencial. Isso é muito positivo”, analisa Maria Inez Gadelha, coordenadora de Alta e Média Complexidade do Ministério da Saúde, que reforça a importância da prevenção. “As pessoas precisam estar atentas, buscando o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar repercussões graves da doença, como a cegueira”, disse.

SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA:

  • Pessoas com histórico familiar de glaucoma têm cerca de 6% de chance de desenvolver a doença.
  • Os diabéticos e negros são mais propensos a desenvolverem glaucoma de ângulo aberto – em geral, este tipo de glaucoma não apresenta sintomas e o paciente não sente dor e perde lentamente a visão.
  • Já os asiáticos têm maior tendência a desenvolverem glaucoma de ângulo fechado, forma da doença em que ocorre um rápido aumento da pressão do olho. Os sintomas podem incluir dores oculares e dores de cabeça intensas, olhos avermelhados.
  • A prevalência de doenças oculares que levam ao comprometimento da visão cresce com o avanço da idade. As taxas maiores de cegueira e baixa visão são observadas com o aumento da vida média da população.
  • Na população com mais de 50 anos de idade, as principais causas de cegueira são a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular (perda da visão no centro do campo visual, a mácula).

Fonte: Portal da Saúde.

24/05/2011 - Atenção à saúde financeira do seu convênio

Por: Saulo Luz

Onze dos 18 maiores planos de saúde do País estão em dificuldades financeiras. É isso o que indica um levantamento feito pelo JT com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que classificam os balanços (ano de 2009, último disponível) repassados pelas próprias operadoras.

Para os clientes, uma empresa do setor com problemas econômicos pode significar piora no atendimento e nos serviços prestados, com redução da rede credenciada e demora para marcação de consultas, exames e outros procedimentos médicos.

A ANS mede o desempenho das operadoras em cinco faixas de valores numa escala de zero a um; quanto mais próximo de zero, pior a situação. Dos 18 maiores planos analisados pela reportagem (Green Line, Unimed Paulistana, Unimed Seguros Saúde, Trasmontano de São Paulo, Serma, Assimédica, Prevent Senior Private, Prevent Senior Corporate, Marítima Seguros, São Cristóvão, Amil Saúde, Amico, Golden Cross, Intermédica, Omint, Porto Seguro e Bradesco Saúde e Itálica), seis deles (Unimed Paulistana, Trasmontano de São Paulo, Serma, Assimédica, Prevent Senior Corporate e Itálica) estão na pior faixa de desempenho financeiro, com pontuação de 0,00 a 0,19.

Outros cinco estão na segunda pior faixa de avaliação (de 0,20 a 0,39). São eles: Green Line, Unimed Seguros Saúde, Prevent Senior Private, Marítima Seguros e São Cristóvão. Omint ficou na faixa intermediária (de 0,40 a 0,59). Amil Saúde, Amico, Golden Cross e Intermédica ficaram na segunda melhor faixa (entre 0,60 e 0,79). Porto Seguro e Bradesco alcançaram os melhores índices (de 0,80 a 1).

Uma fonte ligada ao setor das operadoras confirmou que a situação financeira das empresas realmente é grave e causada pelo excesso de novos procedimentos obrigatórios inseridos no rol pela ANS. Dirigentes do setor queixam-se de que a inclusão de exames, cirurgias e tratamentos complexos e mais caros tem impacto muito alto nas contas das operadoras de saúde.

Eraldo Cruz, gerente geral da ANS para o acompanhamento econômico das operadoras, afirma que algumas dessas empresas já estão sendo acompanhadas em um plano de recuperação.

“Outras chegaram até a passar por um regime de direção fiscal e algumas até já saíram dessa situação”, diz. A ANS não divulga a relação de operadoras sob intervenção, alegando questões de segurança, já que isso poderia afugentar os clientes desses planos o que agravaria a situação da empresa.

A recente quebra da Samcil é um exemplo de como os consumidores podem ser prejudicados quando a saúde financeira da operadora vai mal. A empresa foi obrigada a repassar sua carteira de clientes e a Green Line assumiu essa responsabilidade, porém, até agora o quadro não é nada tranquilizador para a clientela.

O aposentado Edson Aparecido Patrão, 58 anos, é uma das vítimas e já havia percebido uma piora no serviço antes de a carteira de clientes ser repassada à Green Line.

“Os hospitais próprios estão praticamente abandonados. Fiquei três meses aguardando autorização para alguns procedimentos que consegui em oito dias num hospital público – onde fui mais bem atendido do que no convênio”, conta. Sobre o repasse para a Green Line, desabafa: “Ninguém mandou carta nem nada para nos avisar sobre o que estava acontecendo. A única coisa que recebi foi o boleto para continuar pagando a mensalidade.”

Já o casal de aposentados Leonildo Barbiéri, 72 anos, e Henriqueta Perez Barbieri, 70, sofreu com a quebra da Avimed – que teve os clientes repassados para a operadora Itálica em 2009. Segundo o casal, o atendimento piorou tanto que Leonildo esperou meses por uma cirurgia de joelho.

Após muita luta, a filha do casal, a empresária Sonia Peres Barbiéri Bortolin, 47, decidiu usar a portabilidade e migrar da Itálica para o Prevent Senior. “Foi a alternativa. Cerca de 80% das clínicas e hospitais se descredenciaram após o repasse para a Itálica.”

O cliente pode ver o estado financeiro de seu plano acessando o site da ANS. A informação ainda pode ser obtida no Disque ANS (0800 701 9656). “O essencial é que, antes de contratar, o consumidor faça uma pesquisa, avalie cada operadora e compare o desempenho delas. Seja na ANS ou nosso site www.procon.sp.gov.br, onde pode saber quantas reclamações a empresa tem”, finaliza Samantha Pavão, técnica do Procon-SP.

Fonte: Estadão.

19/05/2011 - Farmácia Popular: cinco novos medicamentos são ofertados nas unidades próprias do programa

População passa a ter acesso à losartana, loratadina, fluoxetina, clonazepan e alendronato de sódio nas 547 unidades administradas pelo governo federal

A lista de itens ofertados pelo Programa Farmácia Popular do Brasil cresceu de 108 para 113. A partir desta semana, as 547 unidades próprias (administradas pelo Governo Federal) passaram a oferecer cinco novos medicamentos: losartana potássica (contra hipertensão arterial), loratadina (antialérgico), fluoxetina (antidepressivo), clonazepan (ansiolítico) e alendronato de sódio (osteoporose). O losartana potássica será gratuito, ao lado dos outros 12 medicamentos para hipertensão e diabetes que, desde fevereiro, integram a ação Saúde Não Tem Preço. Os outros quatro itens terão 90% de desconto.

“Este é um avanço importante do Programa Farmácia Popular: os cinco medicamentos incorporados tratam doenças crônicas, que acometem grande parcela da população. Ao facilitar o acesso a esses medicamentos, o governo federal espera proporcionar uma maior qualidade de vida às pessoas”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Atualmente, as unidades próprias estão presentes em 431 municípios brasileiros. O Farmácia Popular do Brasil foi criado em 2004 pelo governo federal para oferecer à população mais uma forma de obtenção de medicamentos, além dos 560 tipos oferecidos gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O Farmácia Popular foi estendido à rede privada de farmácias e drogarias em 2006, recebendo a denominação “Aqui Tem Farmácia Popular”, onde são ofertados 25 itens. Este programa já conta com 15.326 estabelecimentos credenciados em 2,5 mil municípios.

AVANÇO – Um novo balanço realizado para o Aqui Tem Farmácia Popular aponta um crescimento de 105% do programa desde fevereiro, quando foi lançado o Saúde Não Tem Preço, até o momento. Nos três primeiros meses da ação, foram realizadas 8,5 milhões de autorizações (venda e oferta gratuita de todos os 25 itens). Já nos três meses anteriores ao início da ação, de novembro de 2010 a fevereiro de 2011, foram contabilizadas 4,1 milhões de autorizações. Só a saída de medicamentos para hipertensão aumentou 136%, passando de 2 milhões no trimestre anterior ao início do Saúde Não Tem Preço para 4,9 milhões no trimestre posterior ao lançamento da ação. No caso dos medicamentos para diabetes, o salto foi de 93%, subindo de 979,2 mil para 1,8 milhões.

Fonte: Portal da Saúde

13/05/2011 - Paulo Frange discute Glaucoma no Programa Sala de Visitas

Dia 13 de maio, às 18:00h, no Programa Sala de Visitas da TV Câmara!

O vereador PAULO FRANGE entrevistará o Prof. Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello, Presidente Científico da Associação Brasileira dos Amigos e Parentes dos Portadores de Glaucoma, Professor da Universidade Federal de São Paulo e Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, sobre importante tema para a sociedade: o GLAUCOMA.

Como prestação de serviço aos telespectadores, a entrevista abordará o que é glaucoma, os tipos, como diagnosticar e tratar esta doença cada vez mais recorrente. No Brasil são cerca de 1 milhão de pessoas com glaucoma. Preocupado com esta realidade, o Prof. Dr. Paulo Augusto há mais de 20 anos vem trabalhando na difusão deste tema. Para tanto, ele encontrou uma forma didática e prática de informar a população sobre o Glaucoma através da publicação “Conviver com o Glaucoma”, a qual foi revisor e tradutor.

O vereador PAULO FRANGE também questionou o entrevistado sobre o glaucoma na terceira idade e desvendou alguns mitos interessantes sobre o assunto. No final do programa, discutiram sobre o atendimento na rede pública de saúde direcionado ao glaucoma e as ações de conscientização que acontecem todos os anos, como a Semana de Prevenção ao Glaucoma, de acordo com a Lei nº 14. 277 de iniciativa dos vereadores PAULO FRANGE e PAULO FIORILO.

O programa Sala de Visitas da TV Câmara (canais a cabo 66 TVA e 07 digital ou 13 da NET) será reprisado no dia 17/05/2011 às 18:00h (quinta-feira).

Acompanhe as ações e discussões do vereador PAULO FRANGE através do site: www.paulofrange.com.br ou do Blog paulofrange.blogspot.com

12/05/2011 - Últimos dias para se vacinar contra gripe

População alvo tem até o próximo dia 13 para se vacinar em um dos 33 mil postos de todo o país.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe entra na sua última semana. A população tem até a próxima sexta-feira, dia 13 de maio, para procurar o posto de saúde mais próximo para se vacinar.

Até esta data, pessoas com 60 anos ou mais e gestantes em qualquer período da gravidez devem procurar um dos 33 mil postos de vacinação do país. Pais ou responsáveis devem levar crianças de seis meses a menores de dois anos (1 ano 11 meses e 29 dias) para se vacinar.

No caso dos indígenas, outro público-alvo da campanha, a vacinação ocorre nas aldeias onde vivem. A campanha também é destinada aos trabalhadores de serviços de saúde, que devem seguir as recomendações das Secretarias Estaduais e Municipais.

Até as 19h desta quarta-feira (11), 14.805.067 pessoas se vacinaram, em todo o Brasil, de acordo com informações encaminhadas ao Ministério da Saúde pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. O número representa 49,4% de toda a população alvo, de aproximadamente 30 milhões de pessoas. A meta é vacinar 80% dessa população – o que representa cerca de 24 milhões de pessoas. Portanto, os 14,8 milhões de vacinados representam 61,6% da meta.

Até este horário, as maiores coberturas estavam entre as crianças de seis meses a menores de dois anos, com 54,6% da população desse grupo vacinados; e idosos com 60 anos e mais, com 51,8%. Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura estava em 46,6%.

Gestantes (32,9%) e indígenas (28,2%) tinham as coberturas mais baixas, até as 19h desta quarta-feira. No caso das grávidas, deve-se considerar que o cálculo é feito com base no número de nascimentos durante todo o ano. Por isso, é preciso levar em conta as gestantes que deram à luz nos primeiros meses do ano, antes da vacinação, e as que vão engravidar após a Campanha.

Em relação aos indígenas que vivem em aldeias, deve-se considerar o fato de que eles habitam áreas remotas, de difícil acesso. Por isso, os dados só são inseridos no sistema de informações depois que as equipes voltam das aldeias.

Fonte: Portal da Saúde

27/04/2011 - Hipertensão arterial atinge 23,3% dos brasileiros

Estudo do Ministério da Saúde mostra que a proporção aumenta com a idade, atingindo mais de 50% das pessoas com mais de 55 anos

Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial aumentou nos últimos cinco anos, passando de 21,6%, em 2006, para 23,3%, em 2010. Em relação ao ano passado, no entanto, o levantamento aponta recuo de 1,1 ponto percentual – em 2009, a proporção foi de 24,4%.

Os dados fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados nesta terça-feira (26), Dia Nacional da Prevenção e Controle da Hipertensão Arterial. O Vigitel é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP). Em 2010, foram entrevistados 54.339 adultos, nas 26 capitais e no DF.

De acordo com a pesquisa, o diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres (25,5%) do que em homens (20,7%). Nos dois sexos, no entanto, o diagnóstico de hipertensão arterial se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 8% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e mais de 50% na faixa etária de 55 anos ou mais de idade.

O estudo aponta que a associação inversa entre nível de escolaridade e diagnóstico é mais marcada na população feminina: enquanto 34,8% das mulheres com até oito anos de escolaridade referem diagnóstico de hipertensão arterial, a mesma condição é observada em apenas 13,5% das mulheres com doze ou mais anos de escolaridade.

“Existe uma certa estabilidade no número de hipertensos no país, em torno de 25%, considerando a população geral. Mas essa proporção dobra entre as pessoas acima dos 50 anos. Outra questão importante é o acesso à atenção primária, que justifica essa diferença entre homens e mulheres, ou seja, elas buscam mais os serviços de saúde do que eles”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

CAPITAIS – A variação entre as capitais é de 13,8%, em Palmas, a 29,2%, no Rio de Janeiro. Nos homens, as maiores frequências foram observadas no Distrito Federal (28,8%), Belo Horizonte (25,1%), e Recife (23,6%); e as menores, em Palmas (14,3%), Boa Vista (14,6%) e Manaus (15,3%).

Entre mulheres, os maiores percentuais foram no Rio de Janeiro (33,9%), Porto Alegre (29,5%) e João Pessoa (28,7%); e os menores, em Palmas (13,2%), Belém (17,4%) e Distrito Federal (18,1%).

TRATAMENTO – Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente todas as classes de medicamentos necessários para o controle da hipertensão arterial. O programa Aqui Tem Farmácia Popular também ampliou a gratuidade de medicamentos para hipertensos. Hoje, são mais de 15 mil farmácias e drogarias conveniadas ao programa.

Além disso, os serviços de saúde e as equipes de Saúde da Família (o Brasil conta atualmente com 31.974 equipes) estão orientados e capacitados para atuar na prevenção da hipertensão.

Essas equipes utilizam um nonograma (instrumento de medida), que facilita e agiliza a identificação da classificação de risco dos pacientes portadores de hipertensão arterial. Uma vez identificado o grau do risco, a equipe básica pode fazer o atendimento e encaminhamento adequado do paciente.

AÇÕES – O governo federal vem investindo nas ações de promoção da saúde, para prevenção e controle da hipertensão. No último dia 7 de abril, o Ministério da Saúde e as associações que representam os produtores de alimentos processados firmaram termo de compromisso para reduzir o sal nos alimentos industrializados. O acordo estabelece um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos, começando por massas instantâneas, pães e bisnaguinhas.

Também no dia 7 de abril, foi lançado o programa Academia da Saúde, iniciativa para promover hábitos saudáveis e estimular a promoção da saúde na população. O programa prevê a implantação de infraestruturas com espaços para a realização de atividades individuais e coletivas, e equipamentos para alongamentos e outras práticas físicas e de lazer, com a orientação de profissionais qualificados. As informações sobre como os municípios podem participar, envio de propostas e repasses dos recursos serão divulgadas em breve em Portaria do Ministério da Saúde.

HIPERTENSÃO – A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. A doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. Esse movimento acaba sobrecarregando vários órgãos, como coração, rins e cérebro. Se a hipertensão não for tratada, algumas das complicações são: entupimento de artérias, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto.

Fonte: Ministério da Saúde

14/04/2011 - Conjuntivite: mudança de estação pode agravar surto

Com a chegada do outono, o tempo frio e o vento alteram a lágrima, aumentando o risco de novos casos de conjuntivite.

Basta a temperatura cair para um número maior de pessoas sentir coceira nos olhos, ardência, irritação, visão embaçada e dificuldade para trabalhar no computador. É a síndrome do olho seco, que se agrava no outono por conta da queda na temperatura e vento, afirma Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP).

Só para se ter uma ideia, enquanto no verão a incidência do olho seco é de 10%, no inverno atinge 20%. O resultado é que os olhos ficam mais vulneráveis às contaminações. Isso porque antes até do sistema imunológico, a primeira linha de defesa ocular é a lágrima.

A lubrificação deficiente provoca a irritação da conjuntiva, membrana que recobre a córnea e a parte interna da pálpebra. Por isso, pode agravar o surto de conjuntivite, inflamação da conjuntiva, que vem se alastrando no País desde fevereiro e aumentou em 40% o número de consultas no hospital neste período.

Recomendações para evitar a contaminação viral ou bacteriana

  • Lavar frequentemente as mãos;
  • Evitar aglomerações e locais fechados;
  • Não compartilhar maquiagem, fronhas, toalhas e colírios;
  • Evitar levar as mãos aos olhos.

Os principais sintomas da conjuntivite viral são: vermelhidão, coceira, fotofobia, pálpebras inchadas e uma secreção transparente. Ao primeiro sinal da doença devem ser aplicadas compressas frias feitas com água filtrada. Higienizar com soro fisiológico, água boricada ou qualquer outra solução pode piorar o quadro. Caso o desconforto não desapareça em dois dias é necessário passar por consulta com um oftalmologista.

Síndrome atinge até pessoas saudáveis
Queiroz Neto diz que independentemente da idade e do sexo, toda pessoa pode ter a síndrome do olho seco, que aumenta a predisposição à conjuntivite, mas as mulheres na menopausa formam o grupo de maior risco. Mesmo quem produz uma quantidade normal de lágrima pode ter deficiência lacrimal neste período do ano. Isso porque a queda de temperatura abaixo de 32 graus pode solidificar a camada oleosa da lágrima, que fecha os dutos das glândulas sebáceas das pálpebras (glândulas de Meibomius). O especialista dá algumas dicas para prevenir esta evaporação:

  • Beber bastante água;
  • Proteger os olhos com óculos;
  • Evitar ar-condicionado.

Conjuntivite alérgica também é comum
Além da conjuntivite viral, o médico diz que nesta época do ano quem sofre com doenças respiratórias também tem tendência a contrair conjuntivite alérgica. No Brasil, 20% da população tem algum tipo de alergia e 6 em cada 10 alérgicos manifestam o problema nos olhos, de acordo com o ISSAC (Estudo Multicêntrico Internacional de Asma e Alergias na Infância). A doença não é contagiosa como a viral, mas aumenta o risco de surgir ceratocone (deformação da córnea que afina sua parte central), opacidade corneana e catarata.

Recomendações para prevenir alergia ocular

  • Evitar plantas, flores e animais com pelo dentro de casa;
  • Manter os ambientes arejados e livres de pó;
  • Evitar travesseiros de pena, cortinas, tapetes e objetos que acumulam pó;
  • Substituir a vassoura por aspirador de pó e o espanador por panos úmidos;
  • Não esfregar ou coçar os olhos;
  • Forrar almofadas e colchões com capas impermeáveis;

Fonte: Portal Uol

15/10/2010 - Bem vindo ao novo site ABRAG

Seja bem vindo ao novo site da ABRAG!